Deltan MOVE AÇÃO CONTRA Gilmar Mendes: “também deve estar debaixo da lei”

A noticia de que Deltan Dallagnol resolveu mover ação contra Gilmar Mendes já foi dada há alguns dias, mas, vale o registro. Dallagnol pede 59 mil reais de indenização por danos morais.

A ação é embasada em várias declarações do ministro do Supremo atacando os procuradores da Lava Jato.

Na ação movida na última semana, o procurador da República aponta entrevistas e manifestações de Gilmar Mendes em que ele teria o ofendido. Uma entrevista citada na ação foi concedida à Rádio Gaúcha em 7 de agosto de 2019 pelo ministro. Nela, ele afirmou que a força-tarefa coordenada por Deltan Dallagnol seria uma organização criminosa, formada por “gente muito baixa, muito desqualificada”, insinuando que os procuradores praticariam crimes.

Cita ainda manifestação de Gilmar Mendes na sessão de julgamento de agravo regimental 4435-DF, em 14 de março de 2019, na qual ele chamou os integrantes da força-tarefa de “cretinos”, “gentalhada”, “desqualificada”, “despreparada”, “covardes”, “gângster”, “organização criminosa”, “voluptuosos”, “voluntaristas”, “espúrios”, “patifaria” e “vendilhões do templo”.

Outra manifestação relacionada na ação foi na sessão de julgamento do habeas corpus 166373, em 2 de fevereiro, quando Gilmar Mendes chamou os procuradores de “falsos heróis” que combateriam o crime “cometendo crime”, numa “organização criminosa de Curitiba”, a mando de “gângster”.

Ao falar sobre o processo, Deltan Dallagnol foi certeiro em afirmar que “Gilmar Mendes também deve estar debaixo da lei.

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Na hipótese de que Deltan obtenha êxito na ação, duas perguntas deverão ser levantadas:

Gilmar Mendes poderá recorrer da sentença?

Um ministro do Supremo processado pode continuar usando a toga?   

Por Jakson Miranda

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