Reforma da Previdência ressuscita PT

A reforma da Previdência tem sido tema de intensos debates. Basta alguém puxar uma conversa qualquer, mesmo com desconhecidos, e o risco do papo pender para a questão das mudanças nas regras de aposentadoria é grande.

Nós, do Voltemos à Direita ainda não havíamos escrito sobre a questão de forma direta e explicita e o que me proponho a debater aqui está longe de ser a voz de um especialista. Logo, tratam-se mais de dúvidas e inquietações que compartilharei nesse espaço.

Para inicio de conversa adianto que reconheço a gravidade e necessidade de uma reforma da Previdência. Apenas um tolo irá colocar em dúvida a quebra do sistema previdenciário brasileiro. Todavia, uma das questões que deve ser levantada é: A reforma proposta pelo governo irá resolver o problema?

Estou cada vez mais convencido que o governo Temer está lidando com essa necessária reforma com uma visão extremamente equivocada. Tanto é verdade que o governo resolveu não incluir servidores municipais e estaduais na nova proposta. Por quê? Porque alguns parlamentares estavam resistentes à ideia uma vez que em suas bases, estavam sofrendo criticas e pressões.

Esse é um problema que já mencionei aqui. Michel Temer, ao invés de buscar apoio popular, prioriza o apoio político. Trata-se de uma postura que adotada desde primeiro dia do novo governo, serviu para angariar a antipatia da população pelo presidente e ressuscitar a esquerda moribunda. Ou seja, um possível fortalecimento do PT em 2018, será de total responsabilidade de Michel Temer e seus apoiadores.

A grande verdade é que por mais necessária, a proposta de reforma da previdência até agora não conseguiu convencer parcela significativa da população. Este que vos escreve não está convencido e não estou convencido porque a previdência não é o único problema do Brasil e não creio que seja o mais urgente.

A urgência de reformas no Brasil se arrasta por décadas.

É necessário que se tenha uma reforma tributaria, que simplifique a arrecadação e diminua o peso dos tributos no PIB.

É notório que a população não suporta mais o excessivo peso do Estado. Carga tributária beirando os 40% do PIB; 40 ministros que em rodas de conversa têm se tornados seguidores de Ali babá, isso sem enumerar os aspones de 2º e 3º escalões.

Possuímos uma legislação trabalhista arcaica, herança de Getúlio Vargas. Todos sabem que a CLT é inspirada no fascismo e é revelador sabermos que tal CLT nascida do fascismo, é defendida com unhas e dentes pelos grupelhos de esquerda. Estamos falando de uma legislação que pouco defende o trabalhador de um lado, e do outro, inibe o empregador.

Observe caro leitor e leitora, na minha lista de prioridades a reforma da Previdência estaria em último lugar e é fácil entender o porquê disso.

Quando os especialistas defendem a reforma da Previdência, nesse momento, balizam seus argumentos comparando o Brasil com outras nações. O curioso é que entram na lista majoritariamente, países de primeiro mundo como EUA, França e Alemanha. Nesse sentido, ninguém menciona as enormes diferenças produtivas e Per Capita do Brasil e esses países.

Dito de outra forma, estou convencido, e quero está redondamente engano, e se eu estiver alguém me corrija, mas a reforma da previdência uma vez aprovada, prejudicará o pobre trabalhador brasileiro.

A lógica do governo parece ser pautada pelo bom senso: o trabalhador entra no mercado de trabalho no máximo com 25 anos, contribui com a previdência por 49 e se aposenta com 65 anos. Oferecesse essa lógica a um alienígena, ele a aprovaria de olhos fechados. O problema é que a referida lógica esconde dois graves e sérios problemas.

O primeiro deles é que o salário médio do trabalhador brasileiro fica em torno de R$ 2.000. Com esse salário, é difícil para o pai de família ter alguma reserva financeira, financiar um imóvel ou mesmo pagar mensalmente uma previdência privada. Lembrando que com a velhice, vêm juntos os problemas de saúde e a necessidade de tomar medicamentos regularmente. Essa é a triste realidade de milhões de aposentados hoje e a reforma proposta por Temer não alterará nem melhorará esse quadro.

O segundo problema é que o Brasil, desde sempre, não consegue apresentar um desenvolvimento econômico continuo e duradouro, mas sim, os conhecidos voos de galinha. Isso significa ciclos de geração de emprego e ciclos com períodos de desemprego galopante, como o atual. Nesse sentido, são difíceis as chances de um trabalhador manter-se ininterruptamente por quarenta e nove anos no mercado de trabalho sem ser atingido pelo desemprego. O resultado é o risco de esse trabalhador precisar trabalhar até por volta dos 70 anos para pleitear os 100% de aposentadoria.

Qual a solução?

Como já afirmamos, acreditamos que o melhor caminho seria Temer ter priorizado a reforma Tributária e a diminuição do Estado. Não seria fácil, mas teria o apoio popular. Poderia dá errado, mas o contrário também é verdadeiro e o Brasil estaria mais bem capacitado para um novo ciclo de crescimento econômico. Conjuntamente à reforma Tributária, a reforma Trabalhista.

O efeito dessas duas reformas, bem sucedidas, seria vistoso: crescimento econômico, geração de emprego, maior arrecadação tributária e previdenciária. Nesse cenário, uma proposta de reforma previdenciária seria aceita sem grandes sobressaltos.

Na minha humilde visão e opinião, repito, Temer priorizou o que deveria ter ficado por último e errou. Seu erro pode ter como consequência dois funestos resultados: Uma reforma da  Previdência falha, cheia de arremedos e ineficiente no combate ao problema, e a volta do PT, quiçá Lula, em 2018.

Sabemos quem é quem na política, mas, entre a verdade e a propaganda, o eleitor é propenso a escolher a propaganda e fingir desconhecer a verdade.

Assim, o governo Temer tem sido um excelente e eficiente cabo eleitoral do PT. E a reforma da Previdência tem sido uma ótima propaganda para o PT. Não que os petistas e a esquerda esteja certa, mas, porque o governo Temer está errado.

E para você, qual Reforma é urgente e necessária? 

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Por Jakson Miranda

 

 

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