Revista Veja e a Teoria Queer

Na sua edição 2465 de 17 de Fevereiro de 2016 a revista Veja “presenteou-nos” com essa matéria de Capa.

veja

Em vista disso, nosso Blog republicou um excelente artigo escrito por Alexandre Borges, publicado originalmente no site Mídia Sem Máscara.

Pois bem, em sua recente edição, Veja, em sua Carta ao Leitor, afirma achar irônico as críticas que sua matéria de capa anterior recebeu, pois, segundo a revista, suas capas são sagazmente criticadas pela esquerda. Ou seja, Veja se surpreendeu com as críticas recebidas, não digo apenas pela direita, mas também, por qualquer cidadão que não enxerga nos modismos comportamentais, uma régua para a tolerância.

Aliás, poucas vezes a Carta ao Leitor foi escrita de forma tão defensiva. Pelo seu conteúdo, podemos concluir que não foram poucas as críticas que a matéria recebeu e não foram críticas “raivosas” ou  apaixonadas.

No texto, há a seguinte indagação: De que lado está Veja? (Direita ou Esquerda) e a resposta é de um clichê já gasto: o lado da revista é a defesa intransigente do Brasil. A pergunta que invariavelmente se deve fazer é: O que tem haver um número cada vez maior de jovens (se é que é verdade tais pesquisas) que não se importam se são homens ou mulheres, se relacionando ora com o sexo oposto, ora com pessoas do mesmo sexo, com a “defesa intransigente do Brasil”?

Que Veja tem publicado importantes reportagens denunciando casos de corrupção? Sim, isto é fato.

Que Veja tem sido bombardeada por petistas? Sim, é verdade.

Veja apóia o livre-mercado? Sim, apóia e defende.

Mas qual a posição da revista Veja no quesito valores?

E no campo da cultura, Veja combate as influências da esquerda?

De que lado está a revista Veja?

Não, meus amigos. Não vou “condenar” aqueles que afirmam não possuírem gênero. Não vou confrontá-los com os meus valores cristãos. Não vou discorrer sobre pecado. Não é esse o ponto.

Na matéria de capa sobre os jovens sem gênero, não há o cuidado em se parecer isento. E o outro lado da questão? Que lado? Logo na primeiríssima página, é possível ler o seguinte: “Bem-vindo ao ADMIRÁVEL mundo novo da geração Z, onde diversidade e TOLERÂNCIA são as palavras de ordem”. Uau! Quem ao menos criticar os valores da “geração Z”. Não passa de um intolerante. Pessoa pela qual não se deve ter a mínima admiração.

Ainda segundo a reportagem de Veja, relatada com aquele entusiasmo juvenil, a nova onda é a Teoria Queer, que afirma basicamente isso: Que indivíduo nenhum possui gênero. Essa coisa de gênero na verdade, não passa de uma imposição cultural.

Opa! É curioso que Veja aborde uma questão tão complexa sem ao menos mostrar a fonte ideológica dos adeptos dessa tal Teoria Queer.  Pois bem, quem se surpreenderá se souber que a tal Teoria nasce a partir dos pressupostos de filósofos como Michel Foucault e Jacques Derrida? E quem são os dois? Nada mais do que dois baluartes da Nova Esquerda.

Isso a Veja não contou. Isso a Veja omitiu. Escamoteou. Jogou para debaixo do tapete. Intencional? Descuido? Ignorância sobre o tema?

É curioso que uma reportagem que tenha levado meses para ser finalizada, não tenha chegado a essa questão.

Então, vamos lá.

O ataque ao comportamento heterossexual, agora com a aclamada Teoria Queer, tem em suas bases dois pensadores da esquerda. Esquerda esta que se opõe de forma ferrenha a qualquer principio moral “burguês”, seja essa moral aplicada à política, economia ou ao comportamento dos indivíduos em sociedade. Qual o futuro de uma sociedade sem princípios morais?

Não obstante o que vai acima, Veja saúda a nova geração e ainda não se considera de esquerda ou direita, mas, ao lado do Brasil. Um Brasil governado pelas idéias da esquerda que Veja afirma não representar e que não aceita ser criticada quando se enxerga nela esse nada sutil esquerdismo.

Qual é o Brasil que Veja diz defender de forma intransigente?

 

Por Jakson Miranda

 

Leia Também:

João Santana se entregará?

Os Jogos Olímpicos jogando contra o governo

O progressismo e o envenenamento da juventude

A decadência da Revista Veja

O Esquerdismo Evangélico da Super Interessante

5 thoughts on “Revista Veja e a Teoria Queer

  1. Veja deve defender o Brasil dos marqueteiros. Um país moderno, com jovens antenados e que vão ao limite de seus próprios prazeres. Mas e depois? Esse jovem vira adulto e envelhece com o que na cabeça? Pior é se entrar para a política interferindo nas leis e no modo de vida de pessoas… comuns, sem vergonha de se assumir como tal. Conflitos à vista por muitas gerações. É sabido, é bíblico e esperado.

  2. ”O ataque ao comportamento heterossexual”
    Aonde? Quando? Quem?
    Ser a favor de uma coisa não significa ser contra a outra (pasme).
    A ideia é de inclusão, não de exclusão.

    1. Prezada Karoline, este seu mundo de inclusão e tolerância não admite o posicionamento de quem, sem realizar qualquer ofensa ou agressão, considera a prática homossexual antinatural, ou seja, toda essa aceitação e liberdade de opção funciona apenas de um lado da chave.
      Nós não caímos nessa lorota. Se nossa opinião não encontra abrigo nesse mundo “tolerante”, algo está errado nessa tolerância toda!
      Na verdade, nosso posicionamento não tenta cassar a liberdade de ninguém, mas os adeptos de toda essa “inclusão”, querem cassar a nossa!

  3. Renan, você dizer que a pratica homossexual é antinatural já é um desrespeito para com a condição sexual alheia. Tenho que lutar pelos meus direitos e você pelos seus, óbvio, mas não existe essa de ”não-agressão” nesse tipo de posicionamento a qual vc se refere .Não tem ninguém falando pra hétero virar gay, nem agindo com violência por aí com os héteros pelo fato deles o serem.Os gays só querem ser tratados com igualdade e com respeito e pronto…Também não tem ninguém dizendo que a prática heterossexual é antinatural… Se coloque no lugar dos outros que vc vai entender rapidinho o que eu estou te dizendo.

    1. Não, Karoline, não é um desrespeito. Não é uma posição persecutória ou proibitiva, apenas mera constatação. Não podemos aceitar que a necessidade de agradar o grupo A ou B se sobreponha à verdade pura e simples.
      Sim, é antinatural. Se não fosse, a sociedade haveria se solidificado através desta conduta, que seria normativa, reprodutória e sustentaria a continuidade da raça humana. Nenhuma destas condições elementares são preenchidas por esta forma de manifestação sexual, portanto, não é natural.

      Agora, cada qual, com a liberdade que possui, aja como acha que deve agir. Não me oponho a isso de forma alguma, desde que não queiram direitos especiais e não tentem doutrinar os filhos dos outros no mesmo caminho. Cada um faça na sua intimidade o que quiser.

      Sim, sei que ninguém está dizendo que a prática heterossexual é antinatural, e nunca disse o contrário. Gostem ou não, só é possível nascer através dela, não? Creio que ninguém seria tolo o bastante para questionar a validade da única forma possível de se reproduzir…

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *