Soco na cara: No 1° de maio, Dilma aumenta o Bolsa Família

Leiam essa reportagem do site de Veja

Às vésperas da votação no Senado que pode sacramentar o seu afastamento do governo, a presidente Dilma Rousseff anunciou neste domingo, 1º de maio, o reajuste de 9% para os beneficiários do Bolsa Família – o aumento entrará em vigor ainda em 2016. No evento da Central Única dos Trabalhadores, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, a presidente anunciou também correção de 5% da tabela do Imposto de Renda para o próximo ano, a contratação de, no mínimo, 25 mil moradias do Programa Minha Casa, Minha Vida e a extensão da licença-paternidade de cinco para 20 dias aos funcionários públicos federais.

Com o “pacote de bondades”, Dilma busca deixar uma impressão positiva antes de seu provável afastamento da presidência, além promover um pretenso contraponto ao vice Michel Temer, a quem a petista acusa de planejar cortes nos programas sociais – uma alegação negada pelo peemedebista. As medidas foram acertadas pela presidente em reunião no sábado com o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, no Palácio do Alvorada.

 

Voltamos

Tenho a impressão de que há certa preguiça nos meios de comunicação em analisar os fatos da forma como eles devem ser analisados.

Diante do discurso da ainda presidente Dilma Rousseff, em pleno Dia do Trabalhador, a pergunta que deveria estar em todos os jornais seria essa: O que tem a ver os trabalhadores com o aumento do Bolsa Família? A resposta não seria outra: Nada.

Nada? Sim, nada… A não ser que levantemos algumas hipóteses. Primeiro Dilma fez chacota com aqueles que ainda têm um emprego, pois, para quem está empregado e ainda necessita receber o Bolsa Família (isso pode?), significa que seu emprego nada mais é do que um subemprego, cujo salário não é suficiente para sustentar uma família. Nessa situação, a medida da presidente, antes de ser uma chacota, é um tapa na cara. Por que não propor uma Reforma Trabalhista?

Segundo, para os que estão desempregados, a mensagem da mandatária em aviso prévio, antes de ser uma chacota, antes de ser um tapa na cara, representa um cruzado de e da esquerda, levando o pai de família ao nocaute. Nessa situação, o que se esperaria da autoridade máxima do país seria um pedido de desculpas, ou, o anúncio de que grandes empresas estariam abrindo novas fábricas no país. Como isso não acontecerá no governo Dilma, restaria a ela, durante os 30 minutos que falou, pedir repetidas desculpas pelas altas taxas de desemprego.

O mais assustador é saber que a presidente foi aplaudida. Bem, quanto a isso, não há o que comentar, pois em se tratando da CUT, é muito provável que os que ali estavam não eram trabalhadores, mas, paus mandados, alienados ou oportunistas e, portanto, nada preocupados com a redução ou aumento da taxa de empregos.

Comece a semana com esse soco na cara. Com esse cruzado de e da esquerda:  No 1° de maio, Dilma aumenta o Bolsa Família.

 

Por Jakson Miranda

 

 

 

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