3 perguntas que Henrique Mandetta deverá responder na CPI da Covid

Henrique Mandetta é o principal culpado por erros na pandemia

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Ao menos 3 perguntas precisam ser feitas ao ex-ministro Henrique Mandetta na CPI da Covid

O ex-ministro da Saúde, Henrique Mandetta será um dos primeiros a depor na CPI da Covid. Com efeito, o objetivo de alguns senadores não será apertar o ex-ministro, antes, jogar a culpa no governo Bolsonaro. Todavia, há bons senadores e esses, precisam fazer ao menos 3 perguntas a Henrique Mandetta.

Primeira pergunta

Assim, a primeira pergunta que deverá ser feita a Mandetta diz respeito à incompetência e irresponsabilidade do então ministro em orientar de forma correta a população. Nesse sentido, no inicio de fevereiro de 2020, o governo federal decretou estado de emergência sanitária. Aliás, ao noticiar o decreto, a mídia fazia questão de frisar que naquele momento não havia nenhum caso de covid no Brasil.

Desse modo, com o Brasil em estado de emergência sanitária, Henrique Mandetta fez as seguintes declarações:

O vírus pode agir de maneira diferente na China, no bioma, no ecossistema chinês em relação ao brasileiro, que é um país tropical, que está no verão, temos sol, temperatura elevada. Temos algumas perguntas sem respostas, mas o momento é de calma, tranquilidade“.

E pior! Ao falar sobre os riscos de contágio durante o carnaval daquele ano (2020), Henrique Mandetta saiu-se com essa:

O mundo não tem mais fronteiras. Preocupa? Preocupa sim o Carnaval. Nós temos centenas de navios que virão na nossa costa durante o Carnaval, temos voos internacionais. Não existe recomendação específica. A recomendação é lavar as mãos, fazer o máximo de higiene. Enfim, ter bom senso porque existe um vírus novo no mundo […] Não tem como a gente parar a vida“.

Em outras palavras, Mandetta foi incompetente ou irresponsável? Ou ainda, irresponsável no comando do ministério e responsável por minimizar o vírus e contribuir para sua disseminação em pleno carnaval?

Segunda pergunta

O que vai nos parágrafos acima, Henrique Mandetta, se a CPI da Covid fosse séria, estaria em apuros. E como ficaria sua situação diante da segunda pergunta? De fato, o ex-ministro, se tem alguma sensibilidade, deve sofrer de insônia. Afirmamos isso porque, foi sob seu comando, que o Ministério da Saúde recomendou que as pessoas, com sintomas do vírus, ficassem em casa.

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Em resumo, se antes a orientação era para a população buscar atendimento médico apenas ao apresentar febre e algum sintoma respiratório (como coriza, tosse ou falta de ar), a estratégia agora é isolar em casa pessoas com sintomas genéricos da gripe. Ou seja, está com falta de ar? Fique em casa! Por certo que os senadores precisam questionar essas recomendações: salvaram vidas? Quantas pessoas morreram em casa sem atendimento? Ou por outra: qual a ciência por trás desse tipo de recomendação?

Terceira pergunta 

O presidente Jair Bolsonaro foi e é atacado por ter recomendado o uso da cloroquina no combate ao coronavírus. Tanto o presidente, quanto qualquer pessoa que defende o medicamento, é taxado de negacionista e obscurantista. No entanto, ninguém menos que David Uip, infectologista e coordenador do comitê de controle do coronavírus de São Paulo, fez ao então ministro Henrique Mandetta a recomendação de distribuir o medicamento na rede pública de Saúde.

Eu era o único infectologista e sugeri que ampliasse o uso de cloroquina para todos os pacientes internados em duas condições: desde que o médico receitasse e o paciente autorizasse. É um medicamento que tem que ser usado com critério e com cuidado, sempre com observação do médico que prescreveu” afirmou Uip.

Aliás, como amplamente divulgado, o David Uip contraiu o vírus e se tratou com a cloroquina, o medicamento, “sem comprovação cientifica“. Assim, por que Henrique Mandetta não aceitou a sugestão de Uip? E principalmente, o ex-ministro tem absoluta certeza que o uso da cloroquina não teria salvado vidas?

O suspeito Henrique Mandetta na CPI da Covid 

Por fim, sabemos que as indagações a serem levantadas, não se limitam a essas 3. Em contrapartida, temos plena convicção de que de todos os ministros que passaram pela pasta, Mandetta é o único que possui “culpa no cartório“. Em síntese, Henrique Mandetta não deveria sentar-se para depor na CPI da Covid como “autoridade“, mas como suspeito de crimes contra a saúde da população brasileira.

Por Jakson Miranda

 

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