A CPI da pandemia será boa ou ruim para o governo Bolsonaro?

A CPI da pandemia será boa ou ruim para o governo Bolsonaro?

A imagem é licenciada sob by Ministério da Saúde CC BY-NC-SA 2.0

Após decisão do ministro Barroso, Senado Federal irá instalar a CPI da pandemia: Quais as consequências?

Em decisão monocrática, o ministro do STF Roberto Barroso, determinou ao senado federal a instalação da CPI da Covid, ou, CPI da pandemia.

No entanto, é possível que os senadores não abram uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Isso porque, em sua decisão, em caráter liminar, Barroso esclarece que a instalação de CPIs precisam preencher três requisitos:

  1. assinatura de um terço dos integrantes da Casa;
  2. indicação de fato determinado a ser apurado;
  3. definição de prazo certo para duração.

Vai ter CPI da Covid?

Nesse momento, ainda é cedo para afirmarmos que haverá uma CPI. Embora haja assinaturas necessárias para a instalação da Comissão, é provável que na hora H, alguns senadores retirem suas assinaturas.

Da mesma forma, o fato determinado: “eventuais omissões do governo na pandemia” é algo muito vago. Nesse sentido, cabe lembrar que o governo tem seus aliados no senado. Ou seja, será uma discussão que se arrastará por dias.

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Além disso, nos chama atenção o fato do referido mandado de segurança ter sido apresentado há um mês. Nesse meio tempo, com toda a certeza que o Executivo tinha conhecimento do caso. De fato, NENHUM governo deseja a instalação de CPIs, mas, deve estar preparado caso isso ocorra.

A CPI da pandemia será boa ou ruim para o governo?

Apesar de se posicionar contra a instalação da CPI da pandemia, o governo não tem demonstrado desespero. Essa é a nossa percepção. Quem não deve não teme! Com efeito, como afirmamos há pouco, nenhum governo deseja CPI, isso porque algo dessa natureza, paralisa o parlamento na discussão de outros temas. Como também, uma Comissão Parlamentar de Inquérito, pode descambar para a pura politicagem. Isto é, pouco se investiga e o que se investiga, é narrado ao sabor de quem pauta o noticiário.

Em contrapartida, o governo poderá usar a CPI da pandemia para finalmente investigar as ações de governadores e prefeitos. Quem sabe?

Se antecipa as eleições no âmbito de uma comissão parlamentar de inquérito, para intimar o governador A ou o governador B, ou um prefeito A ou um prefeito“. Foi o que disse o presidente do senado Rodrigo Pacheco.

Nessa mesma toada, foi o que disse o ministro Fabio Faria: “Vão atirar no que acham que viram e acertar no que não estão vendo”.

Por fim, não há dúvidas de que se a CPI for adiante, um dos principais depoentes será o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello. De fato, Pazuello tem muito a falar. Pois, em vídeo de despedida, Pazuello revelou surpresa com a renúncia de Nelson Teich.

Bem como, que foi procurado por “lideranças políticas que temos hoje”, com uma relação para ser atendida. “E não atendemos. Fui jurado de morte”, disse o ex-ministro, sorridente, para Marcelo Queiroga. “Chegou no fim do ano, uma carreata de gente pedindo dinheiro politicamente. Todos queriam um pixuleco no final do ano”.

Em suma, Pazuello se convocado dará nomes aos bois? Enfim, quem não deve não teme. Se o Executivo não deve, não há o que temer, mas o que comemorar.

Por Jakson Miranda

 

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