A esquerda não compreende a realidade pragmática

A esquerda não compreende a realidade pragmática

O grande problema da esquerda sempre foi dar uma desproporcional ênfase à sua ideologia, ao passo que ignora completamente o pragmatismo da realidade

A esquerda — com o seu cansativo e deplorável fetiche por um estado grande e paternalista —, não cansa de mostrar enfaticamente que não tem nenhum conhecimento ou compreensão da ação humana e da realidade. Bem como os elementos necessários para viabilizar a prosperidade e o êxito da sociedade.

Como boa parte da esquerda deseja resolutamente fomentar a pobreza, não é sem razão ou motivo que a esquerda política manifesta desdém e completa indiferença para os problemas e obstáculos que um burocrático e regulador estado soviético invariavelmente acaba gerando. Um destes obstáculos é a aviltante e corrosiva burocracia estatal. Esta, dificulta a geração de riquezas e prosperidade, que é não apenas imprescindível para se combater a pobreza, como a única forma efetiva de combatê-la.

O grande problema da esquerda sempre foi dar uma desmesurada e desproporcional ênfase absurda à sua ideologia. E assim, ignorar completamente o pragmatismo da realidade. A realidade, por exemplo, já mostrou dezenas de vezes que o socialismo não funciona. Todavia. a esquerda política insiste na implementação desta utopia, sem atentar para as suas consequências lógicas. Por quê? Porque são indivíduos comprometidos com uma ideologia, e não com o indivíduo, tampouco com o progresso ou com o desenvolvimento da sociedade.

Militantes progressistas, no entanto, ignoram completamente o pragmatismo da realidade, tanto quanto ignoram os impulsos e as deficiências inerentes à natureza humana. O estado é uma estrutura de poder, e como tal, sua maior prioridade será a expansão discricionária desse poder; que cresce completamente indiferente às necessidades da população.

A classe política nunca verá problema em aumentar os impostos e a carga tributária sempre que julgarem necessário, mas porque os dirigentes governamentais desejam abastecer sua fortunas pessoais. Ou seja, acumular vastos patrimônios. E em nenhum momento, porque estão morrendo de vontade de ajudar os pobres.

A esquerda, no entanto — em virtude de sua colossal ignorância sobre a anatomia e a estrutura do estado — tende a ignorar todos esses fatos. Para os militantes, o importante é implementar o socialismo, não importa se isso vai gerar totalitarismo, escravidão institucionalizada, miséria ou desnutrição crônicas. A especialidade da esquerda é ignorar sistematicamente todas as deficiências e urgências da realidade, em sua insistência infantil para implementar a sua utópica fantasia política.

A esquerda, além de não ser racional, é excessivamente sentimental; não raro esquerdistas ficam sinceramente ressentidos diante de injustiças, mas na prática sempre se mostram como pessoas completamente incapazes de lutar contra o inimigo correto e buscar soluções viáveis para os problemas que aparentemente se propõem a resolver.

Militantes frequentemente acreditam ingenuamente que o positivismo legalista do estado é a solução para tudo. Quando o assunto é pobreza, por exemplo, a única coisa em que são capazes de pensar é em assistencialismo estatal. Isso ajuda os pobres temporariamente, mas se eles não tiverem uma chance de sair da pobreza, serão dependentes do estado pelo resto de suas vidas. Isso não resolve o problema, apenas o mitiga. Os pobres tem o direito de se desenvolver e ter objetivos e ambições como todas as pessoas, sem discriminação. Não devem ser tratados como mascotes políticos inferiores e incapazes, que devem ser obrigados a resignarem-se com as migalhas que o estado lhes dá, enquanto a classe política, que nada produz, fica a cada dia mais rica.

Outra solução que seria muito eficaz seria reduzir os impostos efusivamente — todos eles, tanto os diretos quanto os indiretos. Pois sem a carga tributária que incide sobre o consumo, o poder aquisitivo dos pobres aumentaria de forma muito positiva. Não é moralmente correto que, tendo que lutar arduamente pela sobrevivência, os pobres sejam forçados a dar 70% da sua renda para o estado. Não obstante, a esquerda jamais aborda esse assunto. Parece que desejam arduamente manter os pobres na pobreza a todo custo.

No que diz respeito à pobreza, a solução mais eficaz seria lutar ostensivamente por liberdade econômica. Se toda a burocracia estatal fosse eliminada, assim como todos os obstáculos e custos para se abrir pequenas e médias empresas — com total isenção de impostos —, os pobres poderiam ser autônomos e proprietários do próprio negócio, garantindo a sua sobrevivência com mais facilidade. Algo que atualmente é muito difícil, por culpa do excessivamente burocrático e soviético estado brasileiro.

No Chile, por exemplo, um pobre pode montar sua sapataria na garagem da sua casa, e regularizar a sua empresa gratuitamente em menos de um dia. Enquanto isso, no Brasil, além da aviltante burocracia estatal, os custos são proibitivos, o que perpetua uma situação que acaba deixando os pobres permanentemente atrelados à sua condição de pobreza, sendo relegados pelo resto de suas vidas à informalidade.

Assim, no Brasil, se o cidadão pobre for ousado o suficiente para montar o seu próprio negócio, ele terá que pegar um empréstimo em algum banco, e assim começará a sua jornada como empreendedor extremamente endividado. Por outro lado, no Brasil, a burocracia estatal também é terrível para quem pretende montar uma empresa em área residencial; dependendo do tipo de negócio, é proibido, o que obriga os pobres a terem que arcar com custos agregados, como o aluguel de algum imóvel comercial. Ou seja, no Brasil  o estado sempre fez de tudo para que os pobres permanecerem indefinidamente pobres. Isso quando não retrocedem, tornando-se paupérrimos indigentes que vivem abaixo da linha de pobreza. Tudo por culpa do estado, que dificulta o empreendedorismo, e por conseguinte, a geração de prosperidade.

A verdade é que a mentalidade anti-empreendedora e anticapitalista da esquerda brasileira sempre foi uma terrível metástase, que contribui de forma alarmante para manter boa parte do Brasil em situação de miséria e penúria permanente. As políticas da esquerda sempre foram eficientes em fomentar a pobreza, a miséria e a degradação da população, mantendo o país em uma situação de perpétua estagnação, o que por consequência faz com que o crescimento substancial dos índices de prosperidade jamais sejam alcançados.

Um governo efetivamente dinâmico e eficiente deve criar facilidades para que o pobre saia da sua condição de pobreza e torne-se um empreendedor de sucesso. Assistencialismo é um paliativo que não ataca as verdadeiras causas do problema.

Mas a esquerda, totalmente alheia à realidade, insiste nessas medidas porque a esquerda deseja manter a população no maior nível de pobreza possível. Logo, a miséria é o seu capital político. Enfim, o dia que não existir mais miséria ou pobreza, a esquerda não terá prerrogativas para exercer o poder.

Por Wagner Hertzog

 

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