A mentalidade socialista é escravagista

A mentalidade socialista é escravagista

Não se pode negar que a mentalidade socialista é em sua essência, escravagista

Conhecer a mentalidade socialista é essencial para entendermos os alicerces do socialismo. Dito isto, quem tem um conhecimento mínimo sobre o socialismo sabe que todos os alicerces desta doutrina econômica e política estão completamente equivocados.

Não existe nada no socialismo que possa ser considerado correto ou moralmente aceitável. Todos os parâmetros da doutrina socialista são completamente inviáveis e irrealistas, isso na melhor das hipóteses; na pior delas, são impreterivelmente maléficos, violentos e destrutivos. Primeiramente, porque o socialismo se baseia em um estado intervencionista agressivo, hostil e coercitivo, cuja finalidade é escravizar os cidadãos de uma nação. E, em segundo lugar, porque dilacera o espírito criativo e empreendedora do ser humano, reduzindo o vigor de sua vitalidade a uma mera sombra, um resquício do que costumava ser. O socialismo desgasta o indivíduo de uma forma radicalmente fatídica. Dilacera a sua alma, e por fim, mata o próprio ser humano.

A Venezuela poderia ser citada como o melhor exemplo de um país cuja desgraça foi causada por uma correta, dedicada e meticulosa implantação do socialismo. Ainda que militantes afirmem equivocadamente que lá o socialismo deu errado porque não foi implantado corretamente, os corrosivos e destrutivos efeitos do socialismo mostram que tudo o que acontece hoje naquele país são consequências inevitáveis de um sistema socialista, e os resultados não poderiam ter sido diferentes. Hoje, os venezuelanos são obrigados a lidar com as deploráveis consequências das políticas chavistas — implementadas desde 1999 — pelo socialismo bolivariano do século 21. E estar inserido em um ambiente socialista envolve, primariamente, ter de sujeitar-se à inúmeras formas de degradante e aflitiva escravidão.

Uma dessas políticas — talvez a principal delas — é a completa e total estatização da economia. Aqui, percebemos também a distinção entre o socialismo aplicado na Venezuela, e o socialismo aplicado no Brasil. O primeiro exemplo foi mais intenso, o segundo mais brando, porém não menos destrutivo. Na Venezuela, foi implementado uma forma de socialismo informalmente chamado de “carnívoro”, enquanto aqui no Brasil foi aplicado o socialismo “vegetariano”. O socialismo “vegetariano” não é tão destrutivo, porque manifesta alguma consideração pelas leis de mercado, embora provoque recessão, como pudemos atestar muito bem nos anos recentes. O socialismo “carnívoro”, por outro lado, usa o estado para realizar intervenções demasiadamente agressivas na economia. Uma dessas medidas é o tabelamento compulsório de preços, que provoca uma destruição econômica de longo prazo, que pode ser irreversível.

Como muitos empresários são obrigados a vender os seus produtos muitas vezes abaixo do preço de custo — sob o pretexto de que, assim, os bens de consumo serão acessíveis a todos —, as empresas acabam indo à falência, ou encerram as atividades para não incorrer em prejuízos. O lucro, fundamental para que uma empresa continue em atividade, é visto como um crime mortal no socialismo. Isso mostra como a esquerda socialista nada entende de economia, e sua irracionalidade econômica tem enorme potencial para provocar um nível de destruição sistemático, em larga escala, como o que aconteceu na Venezuela.

O exacerbado intervencionismo estatal, eventualmente, torna-se um fardo tão insuportável e desgastante, que acaba matando o espírito empreendedor da população, pois a mortífera e parasitária carga tributária imposta pelo estado ao indivíduo acaba, inevitavelmente, asfixiando os esforços produtivos. Na Venezuela, em especial, a voraz estatização de empresas exauriu ainda mais a população, com o inevitável colapso da economia.

Os estertores contraproducentes ecoaram de forma polêmica pelo mundo especialmente quando até mesmo uma montadora da GM foi expropriada pelo estado. A estatização compulsória da economia provoca uma destrutiva reação em cadeia, que gera falência de empresas em larga escala, como em um efeito dominó. Isso invariavelmente resultará em desemprego, miséria, escassez e pobreza sistêmicas.

Outro ponto primordial do socialismo — inerente à manutenção da sua própria estrutura de poder —, diz respeito à necessidade do estado de doutrinar a população, para ser deliberadamente encarado como uma autoridade suprema, evitando assim, insurreições, conflagrações e sublevações populares. Para os dissidentes que ousarem oferecer resistência à doutrina estatal, forças policiais repressivas, hostis aos cidadãos, ficam encarregadas de executar indivíduos considerados rebeldes pelo regime. A doutrinação estatal, no entanto, ainda é encarada como a melhor forma de subjugar as massas, e evitar confrontos e morticínios desnecessários.

Não obstante, qualquer indivíduo que viva em uma ditadura socialista dificilmente irá obedecer o estado por pura e espontânea devoção, ou porque acredita fielmente na espúria e coercitiva doutrina à qual é exposto constantemente. Os indivíduos que se submetem à autoridade estatal o fazem única e exclusivamente por medo, obedecendo ao seu instinto de sobrevivência. Não obstante, é irônico pensar que a doutrinação ideológica é muito mais eficiente em pessoas que não vivem oprimidas por regimes autoritários, e deixam-se enganar deliberadamente, acreditando que a doutrina socialista funciona, e é indiscutivelmente formidável e magnífica.

Paradoxalmente, ainda que muitos militantes tentem enganar a si próprios de uma forma consistente e sistemática, todos eles sabem da verdade. Afinal, nós nunca vemos êxodos de militantes de esquerda brasileiros indo morar na Venezuela, ou em Cuba ou na Coréia do Norte, para usufruir a maravilhosa utopia do magnífico paraíso socialista que eles tanto admiram. Quando militantes decidem morar no exterior, escolhem sempre países como Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia ou nações europeias.

Há um tempo atrás, mostraram a um cidadão venezuelano residente no Brasil um gravação onde militantes de esquerda de uma universidade nacional dançavam em apoio ao ditador Nicolás Maduro. Então ele deu o seguinte depoimento:

“Eles estão convencidos de que querem ser escravos. Estão convencidos da doutrinação. Dançando a favor de Maduro. No Brasil tem que haver uma mudança. Já! Agora mesmo! Isto é grave! Isto é grave! São escravos dançando para um genocida.

São cúmplices de um criminoso, de um narcotraficante. Eu quero que o Brasil entenda que eles estão dançando sobre os quase duzentos jovens assassinados durante três anos de protesto. Estão sorrindo enquanto mais de três milhões de venezuelanos comem lixo. Eles estão dançando e rindo enquanto sessenta crianças por dia morrem por falta de medicamentos.

Rindo e dançando enquanto mais de 82% da população está na pobreza. Enquanto a maioria dos venezuelanos comem uma ou duas vezes ao dia. E os adultos deixam de comer para que as crianças comam. Eles! Lembrem-se de toda a esquerda! Lembrem-se que toda a esquerda esteve dançando sobre os corpos de todos e cada um dos venezuelanos que morreram e de todos e cada um dos venezuelanos que estão passando fome. Que estão sofrendo todos os embates do socialismo, do narcotráfico, do terrorismo convertido em política. Recordem-se disso. Nunca esqueçam e não deixem que estes escravos voltem a mandar no seu país.”

Aprendemos com situações assim que jamais devemos subestimar a capacidade da doutrinação socialista de realizar uma eficiente lavagem cerebral naqueles que se submetem ao seu criminoso festival de mentiras — banhadas com muito sangue inocente —, sendo tão eficiente que é capaz de converter indivíduos livres em escravos de uma ideologia tirânica, depravada e assassina.

A doutrina socialista é uma doutrina de escravidão. Antes de tudo, converte as pessoas em escravos mentalmente —  através de doutrinação e lavagem cerebral —, e posteriormente, escraviza todos de fato, através de uma ditadura totalitária.

Para ser socialista, portanto, é fundamental abdicar da racionalidade, da moralidade e de muitas outras qualidades que nos fazem humanos. É entregar-se — de corpo e alma —, a uma doutrina escravagista, cuja maior atribuição é fazer indivíduos livres acreditarem que serão felizes convertendo-se em escravos de um estado totalitário opressivo, violento e genocida. Para qualquer ser humano correto, racional e sensato, isso definitivamente não faz o menor sentido. A mentalidade socialista é, por definição, uma mentalidade escravagista.

Por Wagner Hertzog

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