Bolsonaro corrige trapalhada de Pazuello

Bolsonaro corrige trapalhada de Pazuello

"Coletivo de imprensa para apresentação da vacina Coronavac" é licenciada por Governo do Estado de São Paulo CC BY 2.0

‘Não será comprada’, diz Bolsonaro sobre compra da vacina chinesa anunciada por Pazuello 

Nesta terça, depois de uma reunião com governadores, Eduardo Pazuello, ministro da Saúde, afirmou que a vacina da China, produzida pelo Instituto Butantan, em São Paulo, seria o imunizante brasileiro na luta contra a covid-19.

Nesse sentido, desenhou-se um protocolo de intenções para garantir a compra de 46 milhões de doses da CoronaVac no fim do ano. Além de outro lote de 100 milhões de doses no meio de 2021.

A vacina do Butantan será a vacina brasileira. Com isso, o registro vem pela Anvisa e não pela Anvisa chinesa. E isso nos dá mais segurança e margem de manobra”, afirmou o ministro.

A adesão da Saúde, que anunciou a edição de uma medida provisória de 1,9 bilhão de reais para a compra do produto, pegou o Planalto de surpresa. Consequentemente, Jair Bolsonaro cobra Pazuello diante da leitura de que o ministro acabou oferecendo a Doriao grande palanque nacional da vacina”.

Deste modo, Bolsonaro chamou uma reunião com Pazuello logo cedo para cobrar explicações. Pois a leitura é de que o ministro se deixou envolver por Doria, franqueando os holofotes políticos ao governador. Ou seja, Doria capturou o noticiário de grande organizador da vacina, enquanto o governo Bolsonaro, que bancará toda a logística, saiu como coadjuvante.

Assim, a chamada “ala civil” da Esplanada, há tempos incomodada com alguns movimentos dos militares, entrou com tudo nessa discussão. Bolsonaro deseja desfazer a “trapalhada” de Pazuello porque considera que o anúncio de compra da vacina chinesa foi prematuro, pois ainda não há sequer comprovação de eficácia do produto.

Doria quer vender a CoronaVac

A coisa anda feia para o general. Nas redes, Bolsonaro escreveu que a vacina chinesa, “NÃO SERÁ COMPRADA”. Desautorizando o ministro da Saúde.

Enfim, como havíamos informado, o grande objetivo de Doria é vender a Coronavac ao Ministério da Saúde. Quase conseguiu. Mas desta vez, Bolsonaro agiu rápido.

Da Redação

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