O ministro da Fazendo Joaquim Levy esteve nos EUA essa semana. Deve chegar ao Brasil entre hoje e amanhã. Nos estrangeiros, nosso ministro demonstrou otimismo com as reformas que sua equipe vem implantando afim de que o Brasil supere a crise. Será otimismo ou auto-ajuda? Será que Joaquim Levy está se tornando um Guido Mantega com um pouco mais de jaez? Começo a suspeitar que sim. Vejam o que afirmou o ministro:

— Estamos preparados (…) Nós estamos ajustando a economia para um nova realidade, uma realidade em que as mudanças dos termos de troca serão persistentes. Uma realidade brevemente também em que os juros globais talvez comecem a subir um pouquinho, e a gente sabe que isso vai ocorrer. O que nós estamos fazendo é preparar o Brasil para isso, para ser vencedor neste mundo. O Brasil como sétima ou oitava maior economia do mundo, bastante diversificada, que tem independência energética e inúmeras coisas a favor dela, é lógico que consegue se dar bem mesmo num cenário global um pouco mais adverso.

Voltamos

A perspectiva da fala de Levy é em relação à crise chinesa, – Pronto, agora os petistas têm uma crise internacional para chamar de sua.

Ocorre que o Brasil ainda está sob os fortes efeitos da crise gestada e criada aqui dentro mesmo. Como que pode está preparado para algo que ainda é incerto nos mercados internacionais? Como que nossa economia reagirá a um aumento da taxa de juros nos EUA?

Mesmo nutrindo nossas suspeitas, podemos dá o braço a torcer e apenas cogitar se Levy está enganado ou enganando, mas, reconhecendo que uma de suas tarefas é sim, vender o peixe, passar confiança para que os investidores tragam seus recursos para cá. Todavia se não vamos tecer nenhuma critica contundente a fala do nosso ministro, podemos ao menos impingir um pouco de galhofa.

Parece-nos um pouco engraçado Joaquim Levy fazer a seguinte observação:

O que nós estamos fazendo é preparar o Brasil para isso, para ser vencedor neste mundo.

 Sinto que esse trecho está incompleto… Logo me vem à mente o complemento… “Neste mundo de meu Deus“, ou, “neste mundão de meu Deus”. É como se o Brasil fosse um jovem ou uma bela mocinha dando seus primeiros passos na vida adulta: trabalho, responsabilidades, prestação de contas, independência, arcar com os próprios erros e ter pés no chão quando as coisas estão bem.

Obviamente, analisando sob esse prisma o ministro tem razão. Passamos os últimos 13 anos em um mundo de fantasia e infantilidades. Nos últimos 13 anos, nossos governantes se comportaram como moleques inconseqüentes. Sem se importar com nada, logo, fazendo uma gracinha aqui, outra acolá. O resultado está aí.

Todavia, quando nos lembramos da nossa real situação de “eterno” país “emergente”, questionamos quase que em tom de revolta: Alguma vez o Brasil venceu? Alguma vez o Brasil saiu-se vencedor?

Deitado em berço esplendido, este impávido colosso nos responde, cantarolando Los Hermanos,

Eu que já não sou assim
muito de ganhar
,

junto as mãos ao meu redor
Faço o melhor que sou capaz
só pra viver em paz.

Fazer o melhor é o que cada brasileiro tenta, 24 horas por dia… Quanto a ganhar, aí já são outros 500… O que temos ganhado é uma Dilma bolada, cada vez mais embolando o país com crescentes taxas de desemprego.

Só nos resta torcer para que ao menos possamos viver em paz. Será que os petistas querem o mesmo?

 

Por Jakson Miranda

 

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