Como políticas de esquerda condenam a sociedade?

Como políticas de esquerda condenam a sociedade?

Todas as políticas de e da esquerda são terrivelmente deletérias para a prosperidade de uma sociedade

As políticas de esquerda, todas elas, invariavelmente prometem acabar com as injustiças, todavia, além de não acabar, aprofundam.

Dito isto, observa-se que existe um elemento necessário, fundamental para a esquerda chegar e depois se manter no poder — e este elemento é a pobreza. Este é o seu mais expressivo triunfo, o seu capital político, sem o qual ela não tem absolutamente nada. Por isso o populismo de esquerda encontrou um território tão fértil na América Latina nas últimas décadas. Pois aqui, aqui a pobreza é abundante, logo, existe um território fértil para as diversas modalidades proselitismos políticos de esquerda.

Como a direita sempre foi muito complacente e displicente tem sua parcela de culpa por ter permitido que a esquerda chegasse ao poder.

A esquerda odeia a prosperidade, e onde ela está, empenha-se ativamente em destruir o mercado. Uma sociedade próspera é o maior temor da esquerda, pois uma sociedade plenamente funcional e salutar — que obtêm considerável êxito em sua busca por progresso e desenvolvimento —, torna o estado irrelevante. E sem estado, não há esquerda. Seu desejo insaciável por poder e controle só pode ser alcançado através do estado. É apenas conquistando o estado e exercendo o poder estatal que a esquerda pode impôr sua ideologia política sobre terceiros.

O mercado, em larga medida, é hostil a esquerda, porque sabe que a esquerda não apenas despreza o mercado, como tenta destruí-lo ativamente com a implementação de políticas anticapitalistas. A esquerda faz isso deliberadamente, pois precisa gerar pobreza, que é o seu maior capital político. Ou seja, precisa dos pobres, e quanto mais pobres houver em um país melhor, pois assim ela tem mais integrantes para o seu curral eleitoral. Portanto, as políticas de esquerda são aplicadas para gerar miséria e sobretudo, dependência.

Depois a esquerda afirma para os seus eleitores que a miséria da qual sofrem é uma consequência do capitalismo — algo que atenta contra a lógica, pois capitalismo significa produtividade, que por sua vez significa geração de riquezas —, joga algumas migalhas aos pobres através da concessão de benefícios assistencialistas, e os dirigentes governamentais são celebrados como benévolos e generosos guerreiros do povo, enquanto enriquecem fartamente se locupletando do estado e de toda a sorte de esquemas ilícitos.

Não importa onde está, o modus operandi da esquerda é sempre o mesmo. A esquerda quer saber apenas de sugar
riquezas, jamais criá-las. Quando a esquerda está no poder, pensa apenas em expandir o estado e aumentar os impostos; a carga tributária no Brasil é simplesmente excruciante, especialmente para pequenas e médias
empresas. Pagamos todos uma colossal miríade de impostos, de todos os lados: municipais, estaduais e federais, tanto diretos quanto indiretos. Na equação governamental, a iniciativa privada serve apenas como um caixa automático que sempre estará ali para saciar as necessidades financeiras do estado, como um manancial de recursos
infinitos que sempre estará ali, à disposição do governo, para cobrir todos o seus custos e gastos monumentais.

Por mais que a esquerda tente atribuir a si mesma uma importância que só existe no seu mundo de fantasias utópico –, a verdade é que todas as políticas da esquerda são terrivelmente deletérias para a prosperidade de uma sociedade, especialmente para os mais pobres, que acabam sendo aprisionados em um círculo perpétuo de miséria, ficando impossibilitados de sair dele. Como o estado tende a se expandir, a carga tributária estará sempre sendo elevada para patamares exorbitantes, aumentando gradativamente, sendo quase impossível para empresas e indivíduos cumprirem com todas as extorsivas obrigações fiscais exigidas pelo estado. Por essa razão a sonegação tornou-se tão recorrente no Brasil. É uma forma de escapar do maléfico estelionato estatal.

Como consequência direta da extorsão institucionalizada, os mais ricos vão embora e acabam por levar o seu capital e seus empreendimentos consigo, o que gera mais pobreza. Isso deixa o terreno ainda mais fértil para o populismo assistencialista de esquerda, sempre demagógico e oportunista, pronto para usar os pobres como massa de manobra para alcançar o poder.

Como a esquerda é completamente incapaz de compreender o mundo por termos econômicos, jamais entenderá que pessoas ricas não vivem em uma bolha — isoladas da civilização —, mas antes o contrário, estão perfeitamente integradas à sociedade em que vivem. Portanto, tudo o que se fizer às pessoas ricas terá consequências sobre as mais pobres.

Quando a esquerda exige que o estado cobre mais impostos de uma determinada empresa, isto representa um custo que a empresa irá repassar aos consumidores. O que efetivamente dilacera o poder aquisitivo das pessoas de condição humilde, que por si só é pequeno; devemos levar igualmente em consideração o fato da esquerda ignorar completamente o poder de destruição da inflação. Esta, perenemente dilacera o poder de compra dos cidadãos.

Para os pobres, cada centavo conta e faz a diferença. Como ativistas, militantes e políticos de esquerda são todos burgueses arrogantes e egocêntricos, é óbvio que eles nunca verão as coisas pelo ponto de vista dos pobres. Por essa razão são tão nocivos, estão sempre exigindo que empresas e pessoas ricas paguem mais impostos para custear os fetiches e a gastança desenfreada de quem vive do estado. E os pobres que se explodam se o poder de compra deles vai sendo gradualmente depauperado. Ninguém na esquerda se importa de verdade, embora sejam eficientes em dar ataques histéricos em público e nas redes sociais para gerar comoção diante dos seus eleitores.

O economista Thomas Sowell certa vez falou: “Nosso sistema tributário penaliza aqueles que estão gerando riquezas, para subsidiar aqueles que estão apenas consumindo”. Embora ele estivesse falando dos Estados Unidos,
isso se aplica com muito mais rigor ao Brasil, onde a carga tributária é muito superior, atingindo níveis excruciantes. Isso afasta empresas, investidores estrangeiros e também talentosos empreendedores nacionais, que percebem
que é muito mais rentável realizarem negócios em outros países.

A verdade é que o que gera pobreza em um país como o Brasil é o estado — um estado regulador enorme, gigantesco, paralítico, ineficiente, letárgico, com custos, burocracia e imposições orçamentárias aviltantes, com regulações irrealistas e exorbitantes que são uma verdadeira obstrução à criação de riquezas. Um estado que a esquerda nunca quer diminuir, apenas aumentar infinitamente. Um estado arcaico, gigantesco e soviético que é a herança nefasta dos muitos anos de esquerda no poder.

Onde a esquerda se prolifera, só haverá estagnação e retrocesso. As únicas coisas que ela produz são fome, desemprego, recessão, miséria, e um estado inchado, arcaico e obsoleto, com perigosas inclinações totalitárias. Infelizmente, aprendemos da pior forma possível que onde não existe uma direita forte e resoluta, haverá uma esquerda destrutiva e parasita.

Por Wagner Hertzog

 

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