14 de julho… É uma data importante? Não é ao menos no nosso calendário oficial e assim deve continuar a ser, entretanto, essa data, ano a ano, deve ser lembrada, não com jubilo, mas, como um alerta.

14 de julho marca a Queda da Bastilha em 1789. Estamos falando, portanto, da Revolução Francesa. É impressionante notarmos que no mesmo período em que se criou a Declaração dos Direitos Humanos, a humanidade, ao menos no continente europeu, foi tomada pelo terror.

Em síntese, podemos afirmar que a Revolução Francesa, tal qual se deu, e diametralmente diferente da Revolução Gloriosa, na Inglaterra, carrega a gênese do mal que toda ruptura abrupta traz como consequência.

Não se trata ou se tratou de um evento que está fechado na História. Os mesmos ideais jacobinos do século XVIII, que foram inspiração para as ditaduras do século XX, ainda permanecem acessos nas mentes e nas ações dos “modernos progressistas” do século XXI.

O revolucionário de 1789 não aceitava a ordem vigente. O esquerdista do século XXI vive em guerra contra aquilo que ele chama de opressor. Não aceita e não enxerga que o seu tipo de mentalidade só leva a humanidade para o abismo, só traz consequência à barbárie. E qual o beneficio da barbárie? Há progresso da barbárie? Não! Apenas guerras que nada oferecem a não serem Homens Ocos como escreveu T. S. Elliot:

Nós somos os homens ocos
Os homens empalhados
Uns nos outros amparados
O elmo cheio de nada. Ai de nós!
Nossas vozes dessecadas,
Quando juntos sussurramos,
São quietas e inexpressas
Como o vento na relva seca
Ou pés de ratos sobre cacos
Em nossa adega evaporada

Fôrma sem forma, sombra sem cor
Força paralisada, gesto sem vigor;

Resumindo: Vida sem ser digna de ser vivida, tamanha sua angustia. Não vejo nessa afirmação nenhum exagero quando entendo que tudo o que os senhores Jean Wyllys, Guilherme Boulos, Leonardo Sakamoto, Jandira Feghali, Gilberto Carvalho e tantos outros querem é isso: tornar a sociedade tão absurdamente desordenada que cada pessoa será apenas um átomo pronto para ser moldado e controlado pelo Reino de Terror.

Contra isso, continuaremos lutando, enxergando à frente porque estamos debruçados sobre os ombros de gigantes.

Dentre tantos gigantes que a história nos legou, nada mais adequado e justo, para esse tema, do que nos lembrarmos da magnífica obra escrita por Edmund Burke: Reflexões Sobre a Revolução na França.

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Não se fie caro amigo, nas falas pomposas dos professores de História de faculdades ou do ensino básico, para estes, algumas cabeças cortadas na guilhotina, no passado ou no presente, nada mais são do que o combustível para o futuro… Bárbaro, sim, mas em nome do progressismo tudo é válido e virtuoso.

Por Jakson Miranda

 

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