COXINHAS E PETRALHAS: UM RETRATO DO BRASIL DE 2016

Muito se tem comentado nos meios de comunicação e nas redes sociais sobre a polarização política dos últimos anos no Brasil. Patrícios contra patrícios. “Coxinhas” versus “Petralhas.”

Algumas parcelas contribuíram para a formação dessa “adição” política: a militância filosófica de Olavo de Carvalho, a obra consistente de Luiz Felipe Pondé e a performance malograda do PT no terreno lamacento dos dólares, dos reais e de seu próprio panteão de deuses do marxismo.

No dia dezessete do mês em curso mais um capítulo dessa tensão foi escrito na novela fictícia que bem poderia se chamar “coxinhas versus petralhas”.

O pano de fundo do capítulo era o depoimento de Lula e da esposa dele no Fórum de Barra Funda, zona Oeste de São Paulo, que acabou não acontecendo por iniciativa do Deputado Paulo Teixeira do  PT-SP. Assunto: o triplex do Guarujá.

Bate- boca e pancadaria de ambos os lados. Quem começou as agressões?

De acordo com a imprensa, a tensão maior se deu quando “coxinhas” tentaram inflar o pixuleco. Sim, tentaram. “Petralhas” não permitiriam tal heresia. Sua veia antidemocrática e totalitária ficou aberta. Penso que aqui estão as verdadeiras “veias abertas da América Latina”.

Com essa bipolaridade entre “coxinhas” e “petralhas”, parece que o Brasil acordou do sono profundo em que o pensamento de esquerda era majoritário e se capilarizava mais, fosse mediante professores nos colégios e universidades, fosse com jornalistas nos meios de comunicação. O pesadelo foi grande.

Na conta de mais (+) de como se chegou a essa polarização de hoje, acrescento mais uma parcela: a liberdade e capilaridade das redes sociais, principalmente Youtube e Facebook. As três parcelas anteriores: Olavo, Pondé e a ruindade petista tem, cada uma, sua valiosa contribuição para esse despertar.

Faço, porém, duas ressalvas:

Primeira. A insistência olaviana de querer ajuntar o pó que o vento varreu; Olavo teima em restaurar o que começou capenga: uma agremiação que, nas origens, com certa boa vontade, interpretou mal a dimensão do Messias de Israel e – não bastasse isso- aditou a essa fé símbolos e costumes estranhos a ela.

Segunda. Pondé, apesar de todo brilhantismo, parece se contentar com o que o homem é; Pondé não está muito interessado em dever-ser, embora tenha feito alguma concessão ao dever-ser no seu livro “Os Dez Mandamentos (+ um)“.

Ou seja, Olavo e Pondé são duas colunas nesse amadurecimento do debate político no Brasil, cuja estrutura (doutrinas e opiniões) precisa ser reforçada em certos aspectos para não ruir.

Já a ruindade do PT foi o estopim do descontentamento popular contra o homem e o partido do “governo popular”. Sim, o povo, a gente humilde das ruas, está uma arara com o PT. Não são apenas as “zelite” que querem o fim do governo Dilma, como insiste o ex-presidente.

Pois bem, um retrato do Brasil de 2016 pode muito bem ser descrito por esse saudável conflito de ideias – não a pancadaria que aconteceu no dia 17 – simplificado como “coxinhas” x “petralhas”, sendo certo que entre esses dois pólos, há muita opinião interessante por esse Brasil afora.

Por Pr. Marcos Paulo

 

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