E se Bolsonaro demitir Ernesto Araújo?

"01/08/2019 Coletivo com a imprensa com o Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, Ministro de Estado das Relações Exteriores, Ernesto Araújo e Ministro do Estado do Gabinete de Segurança Institucional, General Augusto Heleno" pelo Palácio do Planalto é licenciado pela CC BY 2.0

Presidente Jair Bolsonaro sofre pressão para demitir o chanceler Ernesto Araújo  

Anteriormente escrevemos post no qual apontamos que Arthur Lira quer a demissão de Araújo. De fato, a grande mídia propaga que Bolsonaro articula para demitir Ernesto Araújo de maneira “honrosa”.

Assim, segundo o UOL,

A eventual ou iminente saída de Ernesto tende a incomodar a chamada ala ideológica do governo. Justamente, por isso, o presidente tenta organizar o xadrez“.

Do mesmo modo que buscam a demissão do chanceler, também têm como objetivo a saída do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

A aliados o presidente da Câmara afirmou que era a hora de tratar o governo como “um “filho rebelde”. Para Lira, o Congresso (lei-se: o centrão) poderia dar essa maturidade ao governo Bolsonaro“.

E ainda,

Pois bem, essa maturidade na avaliação dos parlamentares, é demitir Ernesto Araújo. E de preferência mandar embora também o ministro do Meio ambiente, Ricardo Salles“.

Conforme afirmamos no post Por que Arthur Lira quer a saída de Ernesto Araújo? Lira chegou à presidência da Câmara graças ao forte apoio do governo. Ademais, questionamos por que o atual presidente da Câmara quer a demissão do chanceler.

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Em outras palavras, não creio que tal postura de Arthur Lira seja apenas com foco em cargos no governo para o “Centrão“.  Decerto que poderia ser esse o motivo. No entanto, observamos que se trata de uma ação coordenada. Em síntese, há certa “unanimidade” em querer a saída de Araújo.

Indo direto ao ponto…

Apesar de ser possível a esquerda e o “Centrão” terem fechado questão nesse tema por oportunismo e poder, a verdade é que o atual cenário leva-nos a crer que se trata de um enorme lobby externo. EUA ou China? Afinal, são justamente essas duas pastas que lidam diretamente com interesses internacionais.

Entretanto, esse ponto não é o foco do presente post. Mas outro. E se Bolsonaro demitir Ernesto Araújo? Continuará contando com apoio dos seus eleitores?

Inegavelmente que foi com apoio da “ala ideológica” e com discurso direcionado à ala que permitiu Bolsonaro chegar à presidência.

Logo, demitir o atual chanceler tirará do governo um dos únicos representantes ideológicos da campanha de 2018. Assim, restará ao presidente o apoio de alguns militares e pontuais acordos com o Centrão.

Enfim, o ponto é: caso opte por demitir Araújo e eventualmente Ricardo Salles, o presidente Bolsonaro terá apoio dos conservadores em 2022? Deixe seu voto!

Por Jakson Miranda

 

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