Tudo quanto é jornal hoje noticia que o presidente da Câmara Eduardo Cunha é acusado de receber propina. É possível? Logicamente que sim. Dois delatores apontam Cunha como beneficiário do esquema, Alberto Youssef e Julio Camargo. A “pá de cal”, digamos assim, seria um depoimento de Fernando Baiano, que se nega a fazer a delação premiada.

Não irei aqui fazer a defesa de Eduardo Cunha, já citado pelo próprio Paulo Eduardo Costa, conforme esta reportagem:

Autoridades da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF) investigam conexão entre dois escândalos: o mensalão e o “propinoduto”, segundo a revista Época desta semana. Conforme a reportagem, além da questão financeira, há personagens comuns nos dois casos, como o ex-deputado federal José Janene (morto em 2010), o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da estatal petrolífera Paulo Roberto Costa.

A revista IstoÉ diz que mais quatro políticos foram citados nos depoimentos do ex-diretor Paulo Roberto Costa no acordo de delação premiada: o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ); o governador do Ceará, Cid Gomes (PROS); e os senadores Delcídio Amaral (PT-MS) e Francisco Dornelles (PP-RJ). A revista não apresentou o conteúdo das declarações do ex-diretor.

Em uma outra reportagem, tem-se o seguinte depoimento de Costa:

Indagado por um dos advogados da OAS, o criminalista Edward Rocha de Carvalho, sobre o suporte político que tinha para se manter no cargo, Paulo Roberto Costa disse que sua gestão era ‘compartilhada entre o PP e o PMDB’.

O advogado insistiu e quis saber quem lhe dava sustentação política no PMDB. “O senador Renan Calheiros era um dos que davam sustentação política.”

Em seguida, Edward Rocha de Carvalho perguntou. “O sr. negociava com ele (Renan) também valores, propinas, comissionamentos?”

“Não, não, com ele não. Mas ele (Renan) tinha um representante, um deputado, Aníbal Gomes, que algumas vezes negociou comigo isso”, respondeu Paulo Roberto Costa.

Em todo esse imbróglio, uma questão me chama a atenção: Paulo Roberto Costa foi indicado ao cargo pelo então presidente Lula. E quem é mais próximo a Lula e Dilma? Renan Calheiros ou Eduardo Cunha? Nesse ponto, quem tem maior probabilidade de fazer parte do “esquema” Renan Calheiros ou Eduardo Cunha? Aliás, em sua campanha pela presidência do Senado, Renan Calheiros foi apoiado pelo governo, situação muito diferente da ocorrida na eleição de Eduardo Cunha.

Pois bem, Eduardo Cunha pode muito bem está envolvido na corrupção da Petrobras, mas seu envolvimento pode ser considerado como atípico, pois ele seria um verdadeiro “Estranho no Ninho”.

Por fim, se for comprovado o envolvimento de Eduardo Cunha, que os culpados sejam punidos!

Sempre que os verdadeiramente culpados são punidos, se ganha a justiça e no caso de políticos corruptos, a democracia e as instituições.

Eduardo Cunha ter culpa no cartório e ser punido por seus delitos, a justiça sai ganhando, a democracia sai ganhando e as instituições saem ganhando. O PT e a presidente Dilma ganham alguma coisa com isso? Não!

O risco está em todos quererem se salvar, o que seria péssimo para o Brasil, mas, são grandes as chances de uma guerra fratricida e nesse confronto, tanto Dilma quanto Lula, são alvos fáceis de serem abatidos, visto que nesse momento, não possuem nenhuma defesa.

Portanto, se Eduardo Cunha recebeu propina e, mesmo não tendo recebido, o governo apostar em tentar acuá-lo, o TSE pode começar a preparar as urnas. Novas eleições serão convocadas pois, toda Brasília cairá.

 

Por Jakson Miranda

 

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