Elite socialista latino-americana vive no luxo e conforto

Elite socialista latino-americana vive no luxo e conforto

Apesar de supostamente amaldiçoarem o capitalismo, a elite socialista leva uma vida de luxo, conforto e extravagância

Sabemos que — apesar de estarem constantemente amaldiçoando o capitalismo — a elite socialista idolatra tudo aquilo que é luxuoso, magnânimo e extravagante.

Nenhum pouco discretos ou humildes, essas pessoas jamais renunciam a uma existência de muitas riquezas, gastança e suntuosidade. Apesar de seus discursos graciosos, lacrimosos e dóceis sobre igualitarismo, justiça social e bondade, sempre impregnados de aversão ao capitalismo “opressivo”, na prática verificamos que basicamente todos os integrantes da alta elite socialista possuem uma evidente predileção por coisas caras, chiques e exclusivas.

Ao analisarmos a vida da elite chavista na Venezuela e da elite castrista em Cuba, constatações dessa natureza se tornam muito evidentes.

María Gabriela Chávez Colmenares — filha mais velha do falecido ditador socialista Hugo Chávez —, atualmente mora em Nova Iorque, nos Estados Unidos, e desde 2014 ocupa o cargo de embaixadora suplente da Venezuela para as Nações Unidas. Sua irmã, Rosinés, a filha mais nova de Chávez, mora na França e estuda na universidade de Sorbonne, um verdadeiro refúgio dos ricos e privilegiados.

Quando o assunto é ostentação nas redes sociais, Rosinés é uma profissional. Publica fotos ao lado de celebridades, refeições requintadas em suntuosos restaurantes exclusivos e faz pose ao lado de turbinados e raríssimos veículos de luxo.

Há alguns anos, a garota causou furor nas redes sociais ao publicar uma foto onde ela segurava um leque feito com um maço de cédulas de dólar. A foto causou enorme repercussão em seu país, pois cidadãos venezuelanos há muito tempo enfrentam enormes restrições para adquirir moeda estrangeira. Consequentemente, Rosinés acabou sendo o alvo de inúmeras críticas, mas a mãe da garota foi rapidamente defendê-la.

O filho de Chávez, Hugo Rafael, ainda mora na Venezuela e usufrui de inúmeros privilégios por ser filho do idolatrado comandante. Entre eles, o de ter passe livre para usar aviões de propriedade do estado, que ele usa para passear com os amigos por exóticas e paradisíacas ilhas do Caribe.

A família do falecido ditador Hugo Chávez, no entanto, é apenas uma dentre as inúmeras dinastias abastadas da América Latina que poderiam ser citadas como exemplo da elite socialista.

Os filhos da elite política venezuelana formam a nova burguesia bolivariana, que usufrui de um padrão de vida nababesco e desfila com um nível de ostentação que deixaria qualquer capitalista legítimo ruborizado.

Daniella, filha de Diosdado Cabello — Vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela, que atuou como governador do estado de Miranda entre 2004 e 2008 — é uma conhecida socialite fútil da elite de Caracas, além de ostentar suas viagens e seu estilo de vida nababesco e elitista nas redes sociais.

O filho e os enteados do ditador Nicolás Maduro não ficam atrás. Seu filho acumula diversos cargos para justificar os rendimentos exorbitantes que recebe do governo. Aparentemente, o filho do tiranete – cujo nome completo é Nicolas Ernesto Maduro Guerra – é chefe do Corpo de Inspetores Especiais da Presidência da República, coordenador da Escola Nacional de Filmes da Venezuela (que, diga-se de passagem, não produz filmes ou cineastas de relevância) e é diretor de uma agência política ligada ao governo, que não se sabe exatamente para que serve. No socialismo, não falta nepotismo. Empregar filhos, parentes e associados com salários elevadíssimos é um hábito muito corriqueiro desse tipo de governo.

Com um estilo de vida completamente fútil, leviano e perdulário, o filho do atual ditador da Venezuela aprecia muito festas e farras em lugares sofisticados, com cerimônias regadas a champanhes de safras caríssimas, além de muitas iguarias sofisticadas, importadas de lugares exóticos. Há alguns anos, Nicolas foi filmado na cerimônia matrimonial de um amigo, dançando no palco enquanto alguns figurões atiravam-lhe cédulas de dólar.

Yoswal e Walter Flores — filhos da esposa de Nicolás Maduro, Cilia, de um casamento anterior — apreciam igualmente os excessos de um estilo de vida superabundante, onde não faltam carros e aeronaves de luxo. Em 2017, os irmãos torraram quarenta e cinco mil dólares em Paris no hotel de primeira classe onde ficaram hospedados por mais de duas semanas. O próprio ditador Nicolás Maduro, em setembro de 2018, causou furor e escandalizou o mundo quando foi visto com sua mulher fazendo uma refeição em um restaurante de luxo em Istambul, na Turquia, onde foi atendido pelo famoso chef Nusret Gökçe, mais conhecido pela alcunha de Salt Bae.

A mesma coisa ocorre em Cuba. Enquanto o povo cubano passa fome, privações e todo o tipo de carências sofríveis, Tony Castro — neto do falecido ditador cubano Fidel Castro —, viaja pelos lugares mais exclusivos e exóticos do mundo, desfrutando de uma existência de suntuoso luxo e refinamento, do qual a grande maioria dos seus paupérrimos correligionários jamais conseguirão usufruir, visto que foram todos condenados a um ciclo interminável de degradante miséria por culpa da tirania castrista, que é hostil à liberdade econômica e monopoliza todos os recursos naturais da ilha.

Indubitavelmente, o neto do falecido tirano cubano vive em férias permanentes. Ostentando fotos de suas incursões ao Panamá, México e Espanha — aparentemente, seus lugares favoritos, pois regressa continuamente a estes mesmos países em um ciclo inesgotável de viagens que nunca termina —, o rapaz de vinte e poucos anos de idade tem um perfil na rede social Instagram que atualiza constantemente.

Depois que foi duramente criticado por expor nas redes sociais seu estilo de vida extravagante e perdulário, enquanto a maioria dos seus correligionários passa fome e sobrevive na mais degradante miséria, o neto de Fidel decidiu se tornar um pouco mais discreto, e então alterou o acesso da sua conta do público para o privado. Agora, apenas os seguidores de Tony Castro podem visualizar suas fotos e interagir com o rapaz, representante da última geração do abastado, elitista e multimilionário clã dos Castro.

A vida de bon-vivant de Tony Castro chegou a ganhar os holofotes de diversos veículos midiáticos americanos, especialmente na Flórida, estado que conta com a maior comunidade de expatriados cubanos nos Estados Unidos.
Membros desta comunidade, evidentemente — ao tomarem conhecimento da vida de ostensivo luxo e extravagância de Tony Castro —, expressaram sua justificada revolta com todas as razões e motivos. Um cubano publicou na rede social Twitter a seguinte sentença: “Enquanto o povo sofre de repressão, fome, mentiras, humilhação e miséria, quem paga por todos os luxos, riquezas e bem-estar de Tony Castro, neto do ditador Fidel Castro?”

O ciclo de extensas e extravagantes viagens do rapaz nunca termina. E evidentemente, tudo é devidamente pago com o sofrimento, a humilhação, a miséria e a escravidão do povo cubano.

Infelizmente, não existem limites para a vaidade narcisista, a ostentação e a extravagância das elites socialistas latino-americanas. Estas nada produzem e ainda vivem como parasitas às custas do estado, cuja receita é inteiramente oriunda dos impostos aviltantes pagos por contribuintes cada vez mais esmagados por cargas tributárias horripilantes; invariavelmente, tanta tributação acaba desmantelando completamente a ordem natural de mercado e comprometendo a produtividade do setor privado. Quase tudo o que é arrecadado acaba servindo para financiar e sustentar o dispendioso estilo de vida nababesco da requintada e perdulária classe dirigente.

Enquanto as elites socialistas da América Latina se esbaldam nos excessos de uma vida saturada de luxos, confortos e privilégios ilimitados — completamente indiferentes às deploráveis dificuldades e privações a que seus correligionários são submetidos —, as pessoas que sofrem em ditaduras socialistas enfrentam existências terrivelmente conturbadas, saturadas de comiseração, privações, precariedade e sofrimento.

Para quem não entendeu, situações dessa natureza mostram o socialismo em sua representação mais real e concreta. Como sistema econômico e político, é fantástico para a elite que está no poder e um agonizante suplício para a população.

Definitivamente, não há nada mais excruciante do que o socialismo, um sistema que enriquece a poucos e empobrece a muitos. Ao contrário do que a esquerda afirma, países como Cuba e Venezuela são representações autênticas do socialismo, em sua acepção mais concreta e fidedigna.

Como podemos facilmente constatar, o socialismo funciona muito bem, especialmente para os familiares e apadrinhados da elite política que está no poder. Tudo no melhor estilo “capitalismo de luxo para mim, socialismo miserável para os outros”. Sem dúvida nenhuma — para defender o socialismo —, uma pessoa precisa ser demasiadamente desonesta, cruel e maligna.

Por: Wagner Hertzog

 

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