Em 2022 Lula poderá ser o peão do establishment

Em 2022 Lula poderá ser o peão do establishment

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Lula está elegível para disputar as eleições em 2022, mas o petista pode não passar de um peão. Vamos entender.

Segundo a Revista Veja, que chega às bancas estampando o rosto de Lula sorridente, o petista está de volta ao jogo. Ou seja, Lula está livre, o que é diferente de ser inocente, para disputar as eleições em 2022. Conforme a Veja, os petistas trabalham intensamente na construção de pontes para viabilizar a candidatura de Lula.

De fato, dado o atual contexto criado pelo Supremo Tribunal Federal, Lula será candidato a Presidente da República em 2022. Logo, o prognóstico é que teremos uma disputa entre Jair Bolsonaro e Lula.

Anteriormente, indicamos que o petista poderia optar em não disputar a presidência e sim o governo do Estado de São Paulo. Sim, é improvável, mas, não é impossível. Leiam trecho do que escrevemos no post E se Lula concorrer ao Palácio dos Bandeirantes?

Portanto, é difícil imaginar que Lula entre em uma disputa eleitoral com a possibilidade real de perder. Uma coisa foram as derrotas para Collor e FHC, outra, é ser derrotado por Bolsonaro. Ademais, em 2022 Lula estará com 77 anos de idade e “correr” o Brasil pode exigir muito do seu físico.

O petista pode chamar Boulos para vice e com isso, proclamar uma união da esquerda. Ao mesmo tempo em que evitaria levar a população a escolher Lula ou Bolsonaro e perder de forma vergonhosa, o PT pode optar por evitar tal vexame, com o aditivo de “levar” o principal Estado da federação“.

Lula sendo um mero peão

Afinal, se Lula está mesmo disposto a passar pelo julgamento do povo, ele poderá reduzir o número de “juízes“. Em contrapartida, o establishment pode se dá ao luxo de descartar Lula e o PT. Ou, descartá-los para chegar à presidência, mas, utilizar o petista como um peão. Vamos entender.

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Enquanto a direita possui apenas o presidente Bolsonaro, a esquerda possui diferentes atores, todos moldados ao “gosto do freguês“. Só para ilustrar, temos os mais radicais (Boulos), o centro (PSDB) e o centro esquerda (PT). Ao passo que, surge uma nova categoria de “freguês“, o isentão.

Seja como for, se o aceitarmos como competitivo em uma disputa pela presidência, Lula contará com uma rejeição muito elevada. Com efeito, em um cenário ideal, os eleitores que rejeitam o petista, migrariam seus votos para o presidente Jair Bolsonaro. Todavia, Bolsonaro também conta com certa rejeição. É aqui que se encaixa o candidato do establishment.

Assim sendo, as fichas serão depositadas naquele candidato que “antagoniza” tanto com Lula, quanto com Bolsonaro. Em suma, o candidato que irá agradar o centro, alguns da centro esquerda e a turminha isenta. Por certo que esse candidato não será da direita, embora seja um “liberal“. Mas no fundo, sua agenda não será outra senão as pautas que a esquerda globalista vem implantando mundo afora: ideologia de gênero, aborto, feminismo, supressão das liberdades, etc, etc.

Enfim, qual será esse candidato da terceira via? Ainda é cedo para sabermos. Afinal, no momento, o mais interessante é desgastar o atual governo e criar a polarização entre Lula e Bolsonaro. Só depois, surgirá a “solução” para “todos os males“. Isto é, tal qual um peão no jogo de xadrez, Lula poderá ser descartável.

Por Jakson Miranda

 

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