Fascistas que chamam a si mesmos de antifascistas

Em síntese, temos um macabro duplipensar: fascistas que chamam a si mesmos de antifascistas.

O livro 1984 retrata uma sociedade que chegou ao ponto de igualar termos associados à positividade, como paz, liberdade e força, a termos associados à negatividade, como guerra, escravidão e ignorância. Ou seja, o livro propõe um futuro decadente, totalitarista, que fecha, sufoca e massacra o ser humano. Logo, é dentro de um contexto totalitarista, que fascistas chamam a si mesmo de antifascistas.

Deste modo, a mutabilidade do passado, o duplipensamento e a novilíngua são as bases do novo estado totalitário, relegando ao esquecimento a História e reconstruindo um novo mundo, ou, segundo Huxley, um admirável mundo novo. Um mundo de ausência de critério para distinguir o real do ilusório, o provável do improvável, o verossímil do inverossímil, o verdadeiro do mentiroso.

Assim, desde as mega-manifestações que desaguaram no impeachment de Dilma Rousseff, as ruas vêm se mantendo em verde e amarelo, com palavras de ordem, faixas e bandeiras nacionais expostas. Nunca antes na história do Brasil tivemos tantas manifestações patrióticas de forma tão contínua. Pacíficas, ordeiras, respeitosas, em que famílias inteiras se juntam num só coro, numa só voz: o meu partido é o Brasil; a nossa bandeira jamais será vermelha.

Vem, assim, se tornando uma constante na vida do brasileiro ir às ruas defender à sua pátria, defender à sua liberdade. A democracia agradece! O Brasil agradece!

Fascistas que chamam a si mesmos de antifascistas

Entretanto, numa das últimas manifestações, algo aconteceu: movimentos sociais, políticos de esquerda, membros do Antifa e de torcidas organizadas (!) – alguns armados de paus e pedras -, vestidos de preto, com gritos ameaçadores na ponta da língua, mas, como não poderia deixar de ser, com uma faixa escrita “somos pela democracia”, apareceu, coincidentemente. Não deu outra. Houve tumulto com a PM e feridos.

A mitologia infantil que as pessoas consomem sob o nome de “jornalismo”, mais que rapidamente, saiu gritando aos quatro ventos que, enfim, a democracia ressurgiu nas ruas, combatendo os fascistas de meia-idade e camiseta da CBF, que sequer tinham um estilingue no bolso.

É sempre aquela coisa: democracia é ditadura, liberdade é restrição, verdade é mentira. Debate é imposição, imposição é debate. Liberdade de imprensa é censura e censura é liberdade de imprensa. Antifascista é fascista e fascista é antifascista. Em síntese, temos um macabro duplipensar: fascistas que chamam a si mesmos de antifascistas.

Aliás, o único movimento verdadeiramente antifascista vem sendo montado sem que que os próprios membros saibam. São os defensores da liberdade, que não toleram mais a interferência abusiva do Estado, querem a descentralização política, menor impostos, mais livre iniciativa, que querem ter a liberdade de se associar a quem quiserem e de comprar e vender de acordo com termos que eles próprios decidirem, que querem empreender livremente, que insistem em educar seus filhos por conta própria, valorizam nossa cultural, moral e família. São pessoas de todas as classes, raças e profissões.

Antifas e black blocs

Nos meus últimos textos, AQUI e AQUI venho reiteradamente alertando sobre a obsessão e adesão indisfarçável da grande mídia contra o governo Bolsonaro. Agora, chegamos ao ponto da mídia noticiar, na cara dos brasileiros, que hordas truculentas em declaração aberta de violência, marchando contra famílias de verde-amarelo, são os paladinos da democracia. Portanto, é impossível não ter um déjá-vu com 2013 e os marginais dos blacks blocs que tocavam o terror em aglomerações populares.

“Ai daqueles que ao mal chamam bem, e ao bem, mal, que mudam as trevas em luz e a luz em trevas, que tornam doce o que é amargo, e amargo o que é doce!” (Isaías 5, 20).

A máscara caiu, mas caiu mesmo! O rei está nu! De peito aberto a imprensa tradicional vem apoiando à quebradeira geral, o espancamento de opositores, à criminalidade política no seu estado mais vil e, consequentemente, o fascismo nu e cru.

Portanto, estamos em pleno império da manipulação psicopática da opinião pública. Cotidianamente a seleção repetitiva, a reiteração prolongada das menções e omissões vem forjando aos poucos o molde mental da população. Vade retro Satana!

Enfim, devemos dar um basta! Ninguém mais pode fingir ignorância. A mídia e o establishment estão descaradamente unidos e organizados para derrubar o presidente eleito e censurar a direita civil que ressurgiu após longos quarenta anos. Pois é só observar que, ao mesmo tempo em que a mídia vem beatificando criminosos, o Congresso e STF trabalham contra as nossas liberdades.[4]

Por fim, o Brasil vem se tornando invisível a si mesmo, e na treva geral crescem monstros.

Por: Lucas Gandolfe

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