Geraldo Vandré: Mais um mito da esquerda é questionado

A esquerda vive de mitos que não raro, após uma minuciosa analise, são desmoronados frente à realidade e aos fatos.

De forma oportuna, tal esquerda quis fazer da canção “Pra não dizer que Não falei das flores” de Geraldo Vandré, um hino contra o regime militar, logo, um hino da esquerda tupiniquim. Tal “verdade absoluta” começa agora a ser questionado. É o que mostra a biografia não autorizada, “Vandré: O homem que disse não“.

Leiam a matéria da Isto É escrita por Ana Weíss. Destaco alguns trechos:

O paraibano Geraldo Pedrosa de Araújo Dias queria ser aviador. Filho de pai médico e mãe pianista, acabou seguindo a carreira musical – primeiro como dublê de músico, depois como entusiasta da Bossa Nova e finalmente como Geraldo Vandré, autor de “Pra Não Dizer que não Falei das Flores”, hino da resistência contra a repressão da ditadura militar no Brasil. Uma nova biografia – não autorizada – conta que muito da jornada heróica que se atribui ao compositor a partir da apresentação da canção lendária no Festival Internacional da Canção de 1968 brotou das mentes e corações do público e não da história.

“Geraldo Vandré nunca foi antimilitarista. Recusou que sua música fosse usada como propaganda ou panfleto político”, afirma o biógrafo. 

“Como ele se afastou do cenário artístico e nunca mais quis gravar suas músicas, tornando-se cada vez mais esquivo e misterioso, criou-se o mito do homem torturado, do herói das esquerdas, o que ele nunca foi de verdade”, entende o autor do livro.

Para fechar

É óbvio que “Pra não Dizer que não falei das Flores” é uma bela canção que merecia sim, ter sido a vencedora do famoso festival daquele período. A ironia de tudo isso, fica por conta de que a canção vencedora “Sabiá”, fora composta por Tom Jobim e ele, Chico Buarque, hoje, idolatrado pela esquerda. Quanta coerência!

Será que aqueles que vaiaram a canção de Chico eram os reaças? Os burgueses direitistas? Por essa ótica tudo faz sentido e podemos enxergar a canção de Vandré como uma arte além do seu tempo.

 

Por Jakson Miranda

 

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