IMPOSSÍVEL ELOGIAR Dias Toffoli

Dias Toffoli entra na mira da PF por suposta venda de decisões

Em nosso último post de 2019, ousamos apontar uma medida acertada do ministro do Supremo Dias Toffoli. Na ocasião, noticiamos a decisão do ministro de liberar a apresentação da cantora gospel Anayle Sullivan no reveillon do Rio de Janeiro.

No texto, fizemos questão de destacar o argumento usado por Dias Toffoli, de que não se pode usar o estilo musical “…como fator de discriminação para fins de exclusão de participação em espetáculo que se pretende plural”.

Enquanto publicávamos a noticia, Toffoli tomava a decisão de suspender a redução do DPVAT 2020.

A Seguradora Líder, única administradora do Dpvat, reclamou no Supremo que a medida seria uma maneira de burlar decisão do próprio tribunal, que neste mês suspendeu a medida provisória (MP 904/2019) que havia extinguido o seguro. Isso porque os valores estabelecidos seriam “irrisórios” e insuficientes para manter os serviços prestados.

Toffoli concordou com os argumentos, destacando que, a seu ver, a única motivação para o CNSP e a Susep promoverem a redução nos valores foi a decisão do Supremo, pois caso contrário não haveria razão para o ato, uma vez que não fosse a atuação do tribunal o Dpvat não mais existiria a partir de 1º de janeiro.

Sempre que Dias Toffoli tomar alguma decisão que seja considerada correta, aguarde que na sequencia ele vem com outra, arbitrária e de argumento totalmente raso.

É impossível elogiar Dias Toffoli.

Por Jakson Miranda

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