Imprensa não aceita Congresso com pautas conservadoras

Será um aceno da Rede Globo como um todo ao PT?

Que coisa, hein?! Bastou os parlamentares flexibilizarem o acesso do cidadão de bem a armas de fogo, para que a imprensa entrasse numa chiadeira só. A Folha de São Paulo traz hoje um editorial sobre o tema. Dias atrás, FHC criticou a medida. Ainda hoje, o jornal O Globo traz uma reportagem cuja chamada é: “Ajuste fiscal para, mas Câmara adianta votação de pautas conservadoras”. Leiam trecho da matéria.

Por Evandro Éboli, Cristiane Jungblut e Júnia Gama

A proximidade do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com pautas mais conservadoras e com algumas bancadas temáticas — ruralistas, religiosos e segurança pública — tem feito prosperar na Casa projetos como a redução da maioridade penal, a dificuldade de demarcação de terras indígenas, a exigência de boletim de ocorrência para uma mulher vítima de estupro se submeter a aborto e a facilidade de acesso do cidadão às armas. Mas o risco de Cunha deixar a presidência de forma prematura por conta de seu envolvimento em escândalos de corrupção faz com que os deputados acelerem a tramitação das propostas. Sabem que, com Cunha, suas ideias vão longe.

Por outro lado, a pauta econômica, que o governo implora para ser votada, vai a passos lentos e está longe de ser prioridade de Cunha, envolto numa queda de braço com a presidente Dilma Rousseff. É o caso da CPMF. Cunha já se posicionou contra e disse que dificilmente a proposta vai passar. A segunda fase do ajuste fiscal está “empacada” no Congresso e foi substituída nas pautas da Câmara e do Senado por uma agenda de propostas bem mais conservadoras e sem relação com a crise econômica. O governo não conseguiu fazer deslanchar a discussão e votação de medidas cruciais para reduzir o rombo fiscal de 2015 e até o de 2016. A votação do projeto que trata da repatriação de recursos, por exemplo, ficou para a próxima semana.

Os parlamentares ligados aos direitos humanos formam uma minoria aflitiva. Colecionam derrotas atrás de derrotas. Na última terça, foram duas fragorosas, num dia só. À tarde, a turma da “bancada da bala” aprovou, com sobras (19 votos a 8), mudanças no Estatuto do Desarmamento: reduziu de 25 para 21 anos a idade mínima para se comprar arma, a posse agora é definitiva e o porte só será renovado a cada dez anos (antes eram três). À noite, a “bancada ruralista”, com mais sobras ainda (21 a 0), transferiu do Executivo para o Congresso a demarcação de terras indígenas.

— O Congresso é conservador, e essas bancadas se uniram. A nós, resta as armas que não ferem: a palavra, a coragem e a firmeza — disse o padre Luiz Couto (PT-PB).

Voltamos

Mas que coisa mais feia! Como pode? O país em crise, precisando de ajustes e os parlamentares votando pautas conservadoras?

Sabemos como é nossa imprensa. É tão isenta que só reconhece como bom, belo e justo, as pautas da esquerda. A nós, cabe denunciar e mostrar o quão manipulador são determinadas “noticias“. Será que essa mesma imprensa, questionou em crises passadas, o avanço de pautas da esquerda? O ódio que essa gente tem, mesmo que um ódio reprimido, ao conservadorismo, é algo que deveria ser estudado pela psiquiatria.

Para o jornal, é normal aumentar impostos e voltar com a CPMF (ajuste fiscal) para corrigir a incompetência de uma política econômica à esquerda. Por outro lado, quando se lê na reportagem que com o presidente da Câmara Eduardo Cunha, as idéias conservadoras “vão longe”, fica a impressão de tratar-se de algo exótico. Nada de exótico, portanto, para o aborto, os mais de 50 mil homicídios ao ano, indígenas sendo manipulados para invadir propriedades privadas, etc, etc. Não, isso não é exótico, isso é “progressismo”.  É tanto progresso, que nenhum cidadão de bem se vê contemplado por isso.

E quanto ao mimo dos “parlamentares ligados aos Direitos Humanos”? Algum parlamentar é contra os direitos humanos? A que tipo de Direito estamos falando? O direito de matar impunemente ou o direito a legitima defesa?

É… Em determinados momentos, nossa imprensa não tem vergonha em ser ridícula. E isso não é jornalismo. É sim, burrice em estado esquerdopático, ocupando espaço nas reportagens da grande imprensa.

 

Por Jakson Miranda

 

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