Intervenção tem tudo para dar errado

A intervenção militar ou federal, como querem alguns, decretada por Michel Temer no estado do Rio de Janeiro, tem tudo para dar errado.

Para saber nossa opinião a respeito, é importante que o leitor leia ou releia nosso post Intervenção militar no Rio é mera propaganda política? 

Mas, quem diz que a intervenção tem tudo para dar errado? Alguém com experiência para falar do assunto.

Para o coronel da reserva e hoje professor, Fernando Montenegro, a intervenção tem tudo para dar errado!

Leia o que disse o coronel ao site de Veja.

A intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro tem todas as condições para dar errado. A corrupção política e policial, o corporativismo e as sólidas bases criadas pelas facções criminosas no estado serão apenas alguns dos muitos obstáculos que o comandante militar do Leste, general Walter Braga Netto, terá que enfrentar.

Quem alerta tem conhecimento de causa: o coronel Fernando Montenegro, da reserva do Exército Brasileiro e professor da Universidade Autônoma de Lisboa. Como comandante do Regimento Sampaio, uma das mais tradicionais unidades militares do país, participou da ocupação do Complexo Penha-Alemão, em 2010, e encarou os desafios impostos contra o Estado pelo governo paralelo montado pelo narcotráfico.

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Sobre as facções criminosas, Fernando Montenegro faz a seguinte constatação

“Há um departamento de informação e propaganda, que trabalha com o que nós militares chamamos de operações psicológicas. Organiza bailes funks e promove a organização criminosa por meio de contratação de artistas, músicas de apoio e de promoção do sexo e de vídeos distribuídos pelo YouTube e pelo WhatsApp. Cabe a eles marcar território com a sigla da facção e o nome do líder nos limites de atuação na comunidade. Com estas atividades, a distribuição de panfletos e a colocação de faixas conseguem novos recrutas, entre eles jovens que fizeram o Curso de Formação de Cabos do Exército e que possuem excelente formação militar.”

As facções também mantêm departamentos jurídicos, que atuam na obtenção de habeas corpus e negociam os chamados “arregos” (pagamentos de propinas a policiais e políticos); financeiros e logísticos, que tratam do fluxo de caixa, de matérias-primas e do suprimento de armas e munições; de produção, com gerentes diferentes para cada tipo de droga, e de distribuição, com vendedores no varejo e “vapores”, traficantes que levam o produto para áreas de maior renda e que atuam em festas e bares. “A coisa vai muito além do traficante armado com fuzil”.

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Encerrando

Para encerrar, reproduzo abaixo minha resposta a um comentário que recebemos de uma de nossas leitoras, quando esta afirma que aqueles que não apoiam a intervenção estão sendo irresponsáveis. Veja a resposta:

Respeito sua opinião, porém, quanto mais reflito sobre o tema mais sou levado a crer que a decisão de Temer é mais por cunho político do que por preocupação com a segurança. No caso, o Rio é uma boa vitrine para passar no Jornal Nacional, mas pergunto, temos mais de 60 mil mortes por homicídio no Brasil e isso será resolvido apenas com essa intervenção no Rio?

Michel Temer está no poder desde de 2016 e somente agora em ano de eleição, no qual ele é um interessado direto, vem com essa medida? Aliás, além do decreto, qual plano de ação será efetuado? Nem eles sabem!! Quais medidas serão tomadas para evitar eventuais fugas dos bandidos para outros estados? E como ficarão os outros estados nessa situação?

Quais medidas serão tomadas contra as facções criminosas MUITO bem ORGANIZADAS, do Rio, SP, e norte do país?

Então, quem está sendo IRRESPONSÁVEL? Eu, que fiz as ponderações no post ou o governo que dar mostras explicitas de está jogando para a torcida?

Por Jakson Miranda

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