Linguagem neutra — uma abominação progressista

Linguagem neutra — uma abominação progressista

Não há dúvida de que a ala mais radical da seita progressista tentará tornar obrigatório o uso da linguagem neutra

A novilíngua — que há muito tempo é uma arma da esquerda revolucionária, empregada ativamente para difundir a subversão política e cultural — está silenciosa, mas ativamente ganhando consistência com a propagação da linguagem neutra.

Tal linguagem é caracterizada por uma negação da linguagem tradicional de gênero binário, que discrimina o masculino e o feminino. A língua portuguesa, muito mais do que outros idiomas, como o inglês, faz um uso recorrente de pronomes masculinos e femininos, além de substantivos e adjetivos. A linguagem neutra, utilizada por ativistas progressistas e demais militantes de causas inúteis, há algum tempo começou a ganhar presença no debate político. Isso pode parecer inofensivo à princípio, mas na verdade representa um avanço terrivelmente perigoso da agenda progressista.

A linguagem neutra já começou a ser ensinada para crianças em algumas escolas, e nós precisamos ativamente combater a sua difusão, que é extremamente deletéria e prejudicial, pois compromete a manutenção de um ambiente cultural seguro e salutar. Já imaginou se a ideologia de gênero entrar nas escolas?

Em primeiro lugar, a língua portuguesa não precisa ser alterada em absolutamente nada. O fantástico legado linguístico que herdamos da cultura lusitana é uma parte integrante da história e da nacionalidade brasileira. Modificá-la, alterá-la e deturpá-la para torná-la compatível com os delírios e fantasias da militância progressista é uma abominação tão arbitrária que não pode ser aceita com passividade ou indiferença de nossa parte. Muito pelo contrário. Precisamos não apenas compreender esse fenômeno, como enfrentá-lo de forma pontual e objetiva, tratando-o como a aberração subversiva que é, com o dever de proteger o nosso legado cultural e linguístico e — antes de tudo, o mais importante —, impedir que esse tipo de perversão maléfica corrompa as crianças e comprometa de forma precoce o seu entendimento da realidade.

O fato desta bestialidade já estar sendo ensinada às crianças em algumas escolas — que tratam a linguagem neutra como sendo algo comum e corriqueiro —, é no mínimo preocupante, ainda mais sabendo que a institucionalização dos estudos de gêneros neutros e não-binários como cursos acadêmicos é uma realidade dentro de algumas universidades brasileiras. É possível constatar, portanto, que a situação é muito pior do que poderíamos supor. Como a esquerda progressista ocupou os espaços culturais nas últimas décadas de forma persistente, porém discreta, sua agenda maléfica e subversiva encontra-se em um avançado estágio de normalização e aceitação na sociedade, o que torna cada vez mais difícil reverter os danos causados pela psicopatia política dessa doutrina de degradação compulsória.

Isso, portanto, nos obriga a constatar que a novilíngua orwelliana está ficando cada dia mais coesa, e não é de hoje que ela está ganhando consistência e vem tomando espaço, tanto em âmbito cultural quanto nos meios didáticos e políticos. Nas redes sociais, a linguagem neutra já é comum entre uma expressiva parcela da militância, que inclusive briga e discute entre si quando alguém não usa a linguagem neutra de forma correta ou apropriada.

Sendo uma consequência tanto quanto um desdobramento mais tangencial da ditadura politicamente correta, a linguagem neutra deturpa e desidrata conceitos imutáveis da linguística, tentando ativamente subverter a linguagem para criar um sistema de comunicação que está inteiramente submisso ao seu programa cultural totalitário, que por sua vez responde pela normalização de um elemento indissociável da sua ideologia política. O avanço dessa hedionda e maléfica deturpação semântica encontrou respaldo na geração floquinho de neve — que, sendo emocionalmente frágil, se sente ofendida por qualquer coisa; por essa razão, seus integrantes sentem-se tendo amplo direito de modificar o mundo ao seu redor, e preferem ativamente fazê-lo, ao invés de crescer, amadurecer e compreender a realidade objetiva como esta de fato se apresenta.

Sempre submersa em seus delírios patológicos infantis, prepotentes e utópicos, a militância prefere viver em um colorido mundinho de fantasias do que ter que se enquadrar à realidade. Agora, a depravada e subversiva ideologia progressista está ativamente modificando a realidade — no presente caso, a língua portuguesa — para deixá-la mais de acordo com a sua fantasia político-ideológica. O tema ganhou renovado interesse depois que viralizou nas redes sociais um vídeo onde uma ativistaensinava” os pronomes da novilíngua para a militância.

Se a esquerda continuar avançando e ganhando poder — especialmente no terreno político —, não há dúvida de que a ala mais radical da seita progressista tentará tornar obrigatório o uso da linguagem neutra. Se vier a ser compulsória, então você pode ser multado porque disse “eles” ao invés de “iles“, ou porque escreveu nas redes sociais “obrigado, amigo” ao invés de “obrigade, amigue“.

Logo, a militância politicamente correta e a patrulha ideológica se sentirão ainda mais onipotentes no seu “direito” de vigiar todo o ambiente sócio-cultural da nação, com o objetivo de identificar todos aqueles que não se sujeitarem à ditadura cultural, sempre afoitos para pegar no ato todos aqueles que recusarem-se terminantemente a deturpar a língua portuguesa para empregar a novilíngua orwelliana. Algo dessa natureza pode parecer absurdo hoje, mas a esquerda já ocupou tanto espaço nos meios culturais e acadêmicos e conquistou tanto poder político que essa hipótese de maneira alguma pode ser descrita como absurda, ilógica ou distante da realidade.

Evidentemente, a patrulha ideológica jamais poderá fiscalizar tudo o que as pessoas falam ou escrevem; mesmo assim, qualquer aumento de poder que a militância venha a adquirir é suficiente para que a esquerda política sinta-se suprema, com ampla licença para aplicar suas prerrogativas totalitárias sobre toda a sociedade. Sendo uma opressiva força política terrivelmente despótica e tirânica, a esquerda sempre estará disposta a impor suas pretensões a terceiros.

Portanto, todo o cuidado é pouco. Ademais, proteger a língua portuguesa das fantasiosas e narcisistas patologias da militância progressista é uma obrigação moral a que não podemos fugir. Resguardar nossas tradições e, acima de tudo, a nossa cultura, é um imprescindível dever patriótico.

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