Medidas restritivas pioraram a pandemia, diz estudo

Lockdown é bizarro Estado de sítio, diz desembargador 

"Bloqueio coronavírus. Médico segurando placa de mensagem para COVID-19 Pandemia em fundo azul" é licenciada sob focusonmore.com CC BY 2.0

Adoção de medidas restritivas que aumentam o isolamento social pioraram a pandemia, indica estudo da UFPE

De acordo com um estudo realizado por dois pesquisadores da Universidade Federal do Pernambuco (UFPE) e divulgado em outubro de 2020, existe uma relação entre as medidas restritivas de isolamento social e o aumento no número de óbitos por covid-19.

Segundo o estudo, “O grau de isolamento social em uma determinada data mostrou forte correlação positiva com as mortes de COVID-19 39 dias depois“.

O número de óbitos em função do isolamento social e do número de dias passados desde 01/02/2020 indicou uma trajetória específica de óbitos ao longo do tempo para cada nível de isolamento social, com maior isolamento associado a um maior número de óbitos, uma chegada mais cedo desse pico e maior número de óbitos acumulados. Uma comparação entre os óbitos diários do COVID-19, projetada a partir de dados anteriores à implementação de medidas restritivas no Brasil e o número de óbitos efetivamente observados, mostrou que o aumento do isolamento social pode estar diretamente ligado a 10,5% mais mortes no período de observação“.

Portanto, trata-se de um estudo cientifico, mas que vai na contramão daqueles que adotam as medidas restritivas com o argumento de que seguem a ciência.

De fato, seguir a ciência é o argumento daqueles que atacam o presidente Jair Bolsonaro quando este, desde o inicio da pandemia, posicionou-se contra o lockdown.

A origem do lockdown

Não obstante, medidas restritivas de isolamento social não foi criada por nenhum epistemólogo, mas, por uma simulação de computador. Leiam trecho de matéria divulgada pela Revista Oeste:

Para superar a intensa oposição inicial, Hatchett e Mecher juntaram seu trabalho ao de uma equipe do Departamento de Defesa designada para uma tarefa semelhante. Além de “um mergulho profundo na história da gripe espanhola de 1918”, o estudo sofreu outro “desvio inesperado”: uma descoberta que teve início num projeto de pesquisa do ensino médio realizado por Laura M. Glass, a filha de 15 anos de um cientista do Sandia National Laboratories.

Laura criou no computador um modelo que simulava como as pessoas interagiam — membros da família, colegas de trabalho, estudantes nas escolas e demais relações sociais. O que ela descobriu foi que as crianças entram em contato com cerca de 140 pessoas por dia, mais do que qualquer outro grupo. Com base nisso, seu programa mostrou que, numa cidade hipotética de 10.000 pessoas, 5.000 seriam infectadas durante uma pandemia se nenhuma medida fosse tomada — mas apenas 500 seriam infectadas se as escolas fossem fechadas.

Na época, o epidemiologista Donald Henderson, que dirigiu por dez anos o esforço internacional que erradicou a varíola no mundo, rejeitou completamente o esquema. “Henderson estava convencido de que não fazia sentido fechar as escolas ou proibir reuniões públicas”, escreveu o New York Times. “Os adolescentes escapariam de casa para passear no shopping. As crianças pobres não teriam o suficiente para comer. Os médicos enfrentariam dificuldade para trabalhar se seus filhos estivessem em casa.”

Conclusão

Tucker cita outro artigo, também de 2006, que refuta o modelo de lockdown. O texto é assinado por Henderson, juntamente com três professores da Universidade Johns Hopkins: o especialista em doenças infecciosas Thomas V. Inglesby, a epidemiologista Jennifer B. Nuzzo e a médica Tara O’Toole.

“Não há observações históricas ou estudos científicos que apoiem o confinamento por quarentena por períodos prolongados com o objetivo de retardar a propagação da gripe”, observa o artigo. “As consequências negativas são tão extremas que essa medida de mitigação não deve ser levada em consideração.”

Enfim, há inúmeros pesquisadores contrários ao lockdown. Dentre eles, um renomado epidemiologista! Além disso, outros pesquisadores sugerem o aumento no número de óbitos por covid-19 às restrições impostas.

Ainda assim, nossas autoridades públicas continuam insistindo na dose. Enquanto que se aumentam as mortes pela doença. A estas, logo se somarão as mortes causadas pelo desemprego e pela fome.

Por Jakson Miranda

 

2 thoughts on “Medidas restritivas pioraram a pandemia, diz estudo

  1. De fato há um artigo que está publicado, mas que não passou por revisão por pares!

    Sinceramente, aparenta haver um erro metodológico sério nesse estudo.
    No artigo original, os autores tentaram correlacionar um índice de isolamento social com o número de mortes reportadas.

    O indice de isolamento é calculado como uma porcentagem do período de tempo em que os indivíduos que possuiam um aplicativo, que monitorava sua posição, passavam em casa.

    O número de mortes reportadas foi extraído de fontes oficiais.

    O problema é que os os indivíduos (pessoas) que geram os números usados no cálculo do índice de isolamento não são necessariamente as mesmas pessoas, que adoeceram e faleceram (e que são contabilizadas no índice de óbitos).

    Os autores não tem como garantir (e não deixam isso claro no artigo), somente com dados do aplicativo, que os indivíduos que fizeram isolamento social ou não, são os mesmos que adoeceram/faleceram, pois o app não traria essa informação.

    A correta correlação provavelmente estaria em ter a informação completa, índice de isolamento e número de óbitos, contabilizados sobre os mesmos indivíduos. Ainda sim, seria uma correlação bastante grosseira.

    Esses caras tem Darrell Huff na veia, hein!

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