Moro influenciou o resultado das eleições de 2018?

Moro influenciou o resultado das eleições de 2018?

STF exclui delação de Palocci de processo contra Lula e sugere que Moro influenciou o resultado das eleições de 2018

Ao determinar a  exclusão da delação do ex-ministro Palocci de processo corrido no âmbito da Lava Jato contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva , dois ministros que compõem a Segunda Turma do STF, sugeriram Sergio Moro influenciou o resultado das eleições de 2018.

Segundo o ministro Gilmar Mendes, ao incluir a delação de Palocci ao processo contra Lula, Sergio Moro teve como objetivo criar um “fato político” às vésperas da eleição.

Verifica-se que o acordo foi juntado aos autos da ação penal cerca de três meses após a decisão judicial que o homologara. Essa demora parece ter sido cuidadosamente planejada pelo magistrado para gerar verdadeiro fato político na semana que antecedia o primeiro turno da eleições presidenciais de 2018“.

E continuou

Resta claro que as circunstâncias que permeiam a juntada do acordo de delação de Antonio Palocci no sexto dia anterior à realização do primeiro turno das eleições presidenciais de 2018 não deixam dúvidas de que o ato judicial encontra-se acoimado de grave e irreparável ilicitude“.

Por sua vez, Ricardo Lewandowski seguiu o mesmo entendimento do colega.

A determinação da juntada dos termos de colaboração premiada consubstancia, quando menos, inequívoca quebra de imparcialidade“.

Assim, é óbvio que os sites petistas estão reverberando a tese levantada por Gilmar Mendes de que Moro influenciou o resultado das eleições de 2018. Não obstante, trata-se de uma arrematada inverdade.

Primeiro ponto que derruba por terra a fala de Gilmar Mendes: O senhor Luís Inácio Lula da Silva, foi preso em abril de 2018. Portanto, muito antes do pleito eleitoral.

Segundo ponto que deve ser considerado:  a delação de Antonio Palocci, tornada pública, não trouxe nenhum fato novo em relação a percepção da população sobre os crimes praticados pelo PT.

Conclusão

Por fim, recai sobre Gilmar Mendes, o ônus de provar que o então juiz Sergio Moro cometeu “grave e irreparável ilicitude“. Qual foi o crime cometido pelo ex-juiz?

Portanto, ao se comportar como um agente político, Gilmar Mendes tenta confundir a opinião pública atribuindo a outrem igual comportamento. De fato, se tem alguém pautando suas decisões com viés político, é o ministro do STF.

Finalizo o texto fazendo questão de diferenciar o ex-juiz Sergio Moro do ex-ministro Moro. Ou seja, o então juiz Sergio Moro agiu com coragem e rigor técnico ao condenar quem de fato deveria ser condenado no âmbito da operação Lava Jato. Já o ex-ministro Moro, agiu como um néscio.

Em síntese, as escolhas do ex-ministro não podem ser usadas como cortina de fumaça para mais uma vez, politizar a condenação do ex-presidente Lula. Esta, se deu unicamente pelos crimes que o petista cometeu. Nada mais, nada menos.

Por Jakson Miranda

 

 

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