Mourão e a mensalidade em universidades públicas

Mourão defende mensalidade em universidades públicas

Vice-presidente Hamilton Mourão defende que alunos com condições financeiras devem pagar universidades públicas

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, defendeu que alunos que tenham condições financeiras, deveriam pagar para estudar em universidades públicas.

Segundo Hamilton Mourão, “Então, é algo que nós temos que pensar hoje, seriamente, sem preconceitos, porque seria um recurso que poderia ser canalizado para aqueles jovens que precisam de financiamento e pagaram uma universidade privada. Seria uma compensação muito justa isso aí.”

A mensalidade em universidades públicas defendida por Mourão é uma pauta que o Voltemos à Direita defende desde o inicio do blog. Há cinco anos, escrevemos o post: privatizar o ensino superior. Leiam a íntegra:

A Folha traz hoje um artigo escrito por Paula Cesarino Costa cujo titulo é: As Universidades estão no Lixo.

No texto, a autora faz a seguinte observação:

O ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, afirmou “estranhar muito” a situação da UFRJ, que já teria recebido R$ 81 milhões no ano. A reitoria divulgou que “metade do orçamento anual de custeio corresponde ao pagamento de serviços terceirizados”. O reitor recém-eleito, Roberto Leher, disse que, entre 2007 e 2014, o número de alunos aumentou 55%, mas a verba de custeio caiu à metade. Em 2011, R$ 230 milhões pagavam manutenção e 870 terceirizados. Hoje, são R$ 301 milhões para 5.000. Prevê: as federais não passarão de setembro.

Corte de orçamento e gestão ineficiente são irmãos siameses. O problema é o modelo de ensino, de pesquisa, de financiamento e de lógica de gastos. O Brasil conheceu a universidade com 200 anos de atraso em relação a seus vizinhos. O educador Anísio Teixeira (1900-1971) escreveu em 1969: “A história da ideia de universidade no Brasil revela uma singular resistência do país em aceitá-la”. No século do conhecimento e da inovação, o Brasil mudou de escala. Optou por jogar as universidades no lixo.

Voltamos: Qual a solução?

Assim, fica claro que o ensino superior no Brasil tem a seguinte lógica: Alunos que têm uma boa formação nos ensinos fundamental e médio ingressam em universidades públicas. São esses alunos que fazem os melhores cursos: Medicina, odontologia, engenharia civil, etc. Raros são os alunos de escolas públicas que chegam a cursar essas faculdades. Os incentivos dados pelos governos tais como cotas, ENEM, PROUNI, entre outros, trazem como risco, visto a defasagem do ensino no Brasil, de que o nível de excelência das universidades caia gradativamente, sem no entanto, promover a tal da “pátria educadora”.

Paula Cesarino aponta em seu texto, problemas relacionados aos gastos das universidades brasileiras, em especial, as federais cariocas.

É oportuno lembrarmos que os governos petistas se alto exaltam como os que abriram o maior numero de Universidades Federais. Está aí!  Os problemas relatados no artigo da Folha é apenas uma amostra do que acontece em diversas outras universidades estaduais e federais em todo o Brasil.

Paula Cesarino Costa não indica nenhuma solução, talvez por desconhecer alguma saída, talvez, por não querer comprar briga com os “acadêmicos”. Como nós não temos medo em comprar briga ou falar o que achamos correto, indicaremos uma possível solução.

A verdade é que já passou da hora das instituições de ensino superior no Brasil aderirem a lógica do mercado, ou seja, quem tem mais condições financeiras, paga pela faculdade que pretende cursar. É assim que funciona nas Universidades de ponta mundo afora. É assim que funciona na China comunista. Por que não no Brasil? Porque no Brasil ainda resiste a idéia herdada dos tempos coloniais que bem veio a calhar com o ideário esquerdista presente em nossas faculdades atualmente, de que o Estado é o grande provedor. Naquele período, era a Coroa Portuguesa, hoje, é o Governo Federal. Trata-se de uma situação que seria cômica se não fosse trágica.

Conclusão

Enquanto for mantido o atual modelo de financiamento no Ensino Superior, o conhecimento produzido no Brasil será de baixo nível, elitizado e ineficiente, com poucos e raros avanços.

Que tal Privatizar a UFRJ, UNIFESP e tantas outras federais? Isso sim seria uma revolução, sem derramamento de sangue, sem doutrinação e todos sairão beneficiados: Estado, universitários e a população atendida por esses futuros profissionais.

Por Jakson Miranda

 

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