O Brasil precisa eleger um Lee Kuan Yew?

Acredito que poucos saibam quem foi Lee Kuan Yew, tampouco o que ele fez. Entretanto, conhecer a história desse personagem, suscita uma bela discussão e reflexão.

Há algum tempo, escrevi o artigo Nossa proposta de reforma política apontando o que enxergo como uma reforma política virtuosa para o Brasil. Reforma essa, que aproxima o sistema político brasileiro ao modelo norte-americano.

Dias atrás, recebemos o comentário de um leitor do artigo. Veja o que ele escreveu:

“Jackson tenho a impressão agora, lendo este teu texto que você é uma pessoas com boas intenções, pelo menos no campo político, mas parece que você é um pouco utopista, vive no mundo fantasioso do impossivel ! De que maneira você sugere que seja feita a tal BOA Reforma Política?….Pelo Congresso que está aí nesta legislatura ou no próxima que com certeza será de menor qualidade de seus membros que a atual, que já é a pior desde a Nova República? Nunca os nossos legisladores que são pertencentes ao Poder Constitucional Legislativo composto de Câmera de Deputados e Senado( os outros são O Executivo e o Judiciário) e que possuem a prerrogativa de criar Leis e alterar a Constituição Federal ( Se não sabes, o poder de reformar integralmente a CF ou de fazer uma nova CF é somente por uma Assembléia Nacional Constituinte) repito, nunca irão fazer alterações substancias por PL ( Projeto de lei Complementar) pois a Constituição Federal vingente estabelece os conteúdos normativos que devem ser regulados por meio de lei complementar…”.

Ainda, segundo nosso leitor,

“Então a possibilidade de reforma politica geral e também no Judiciário e no Executivo e Legislativo pode ser uma realidade pois já foi executada com sucesso em pelo menos dois países que estavam numa situação de falencia geral do Estado como o Brasil está, Hong Kong e Cingapura! Estude o que o Dr. Lee realizou lá!
Basta que tenhamos um presidente que faça um governo semi-ditatorial com o apoio das Forças Armadas, dissolva o Congresso, destitua os membros dos Tribunais Superiores TODOS, e pratique uma reforma geral na politica brasileira aos moldes de Cingapura! Deu certo lá! Porque não reformar o Brasil?

Como está teremos nos proximos anos os mesmos imensos problemas de governabilidade com um Congresso venal e um Judiciário ativista e usurpador do direito de legislar do Congresso!”

Antes de tudo, deixo aqui registrado nossa satisfação em receber comentários como esse e tantos outros, de velhos e novos leitores do blog. É assim que o debate torna-se enriquecedor!

Quem foi Lee Kuan Yew?

O primeiro-ministro Lee Kuan Yew esteve à frente do governo de Cingapura de 1959 a 1990. É considerado o “pai fundador” do pequeno país asiático.

Até 1965, Cingapura era considerada uma “favela” da Malásia e a partir daí, sob a liderança de Lee, o pequeno país saiu de uma condição de pobreza e violência para hoje, ocupar um lugar privilegiado de ser uma nação altamente desenvolvida.

Olhando sob o prisma puramente econômico, é evidente que o Brasil necessita para ontem de um líder da estirpe de Lee. Entretanto, devemos analisar a questão não apenas sob o êxito econômico e sim com um olhar menos míope.

De imediato, constatamos que Lee Kuan Yew ficou no poder, como primeiro-ministro, por ininterruptos 31 anos. Creio que esse tempo seja aquela espécie de “governo semi-ditatorial” que nosso amigo Fernando escreveu em seu comentário.

Verdadeiramente, o preço que Lee Kuan Yew cobrou de seus co-cidadãos pelo portentoso desenvolvimento econômico, fruto do livre mercado, foi a perca da liberdade em todo o resto. Assim, estou certo de que o equivoco do nosso amigo Fernando, em defender um governo semi-ditatorial, que dissolva o Congresso, destitua os membros dos Tribunais Superiores TODOS, e pratique uma reforma geral na política brasileira é que tal governo e tais medidas, não se limitam apenas à classe política, mas, a todos os cidadãos. Um pretenso governo “semi-ditatorial”, é SEMPRE ditatorial àqueles que lhe fazem criticas.

O Brasil precisa de um presidente forte? Sim. É por isso que apoiamos a candidatura de Jair Bolsonaro.

O Brasil precisa eleger um Lee Kuan Yew? Não! E aqui, pode soar como um desgastado clichê, mas, minha liberdade e meu direito de me opor e dizer NÃO a todo e qualquer poderoso de plantão, não tem preço.

No mais, eu poderia aquiescer e concordar com nosso comentarista quando este revela sua total descrença nos homens que compõem o Congresso Nacional, atual e vindouro. É compreensivo. Mas pontuo que contra esse mal, o caminho a ser trilhado é outro: transformar a sociedade para assim, mudar a política.

Finalizo esse artigo convicto da fraqueza e covardia dos indivíduos que formam uma sociedade dependente de ditadores ou homens de farda para avançar economicamente e lograr êxito no combate à corrupção e a violência. Assinalo que não é o caso do Brasil.

Sobre o parágrafo anterior, Fernando, que em seu comentário me chamou de utópico, continuará a me atribuir tal epíteto. Está no seu direito! Da minha parte, respondo que não há utopia maior do que acreditar que possa haver algum ditador do bem. Não à toa, esse é o foco dos comunistas mundo afora: Forjar um ditador do bem para criar o paraíso terreno. Mesmo que da caixinha de novidades, o mais corriqueiro é que saiam os Castros, Chaves, Maduros, Lenines e Guevaras.

Por Jakson Miranda

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