A pergunta que todos no mercado financeiro fazem nesse momento é: O BTG Pactual conseguirá se manter, depois que seu presidente, agora ex, André Esteves foi preso pela Policia Federal? É provável que o banco mantenha-se relevante em seu meio, porém, a instituição ficará por um longo tempo, manchada pelos acontecimentos que estão vindos a tona.

Deste modo, a prisão de André Esteves, é só mais um caso de inúmeros outros, onde grandes empresários caíram nos encantos do governo de turno. Nesse ponto, há duas observações a serem feitas.

A primeira é o maléfico gigantismo do Estado brasileiro. Para o empresário honesto que presta serviços a sociedade e aos governos, torna-se uma verdadeira batalha atender toda a estrutura burocrática, onde não raro, se criam dificuldades, para se venderem facilidades.

Se para o empreendedor honesto é uma batalha, para aqueles que não passam de oportunistas, é um prato cheio para o aumento de receitas e contratos, que como sabemos, acontecem mediante pagamento de “comissões”.

A segunda observação que podemos fazer é apontarmos a grande ignorância que parte da classe empresarial tem em relação à natureza maléfica de alguns grupos políticos. Trata-se de uma justificativa que não justifica as adesões feitas por determinadas empresas ao petismo. Não obstante, é de se perguntar: Quantos empresários sabem que o PT tinha um projeto para se perpetuar no poder e para que tal objetivo fosse alcançado, teriam que contar com a ajuda dos “malvados” capitalistas?

Será que André Esteves, Marcelo Odebrecht e outros, imaginavam que também se perpetuariam? Que estavam acima das leis? Não é difícil supor que contavam com isso e não é improvável que cairão, estes ou outros, no mesmo mal daqui a alguns anos. Para essa turma, não há mal algum em serem apontados como pária pela militância, desde que os chefes lhes tragam contratos e encham seus bolsos.

Agindo assim, fazem mal ao país, que ainda continuará amarrado a um modelo econômico e político patrimonialista. Mas, se suas próprias reputações manchadas não lhes incomoda, como se incomodarão com o futuro de uma sociedade? Em suma, não passam de ignorantes políticos e econômicos, cujas visões de futuro se medem pela distância entre esticar o braço para pegar alguns maços de dólares e guardá-los no bolso.

Para o BTG e grandes empreiteiras, a fatura chegou antes do previsto e agora, está claro que fizeram pactos com quem não deveria fazer: Aqueles que babam de ódio contra banqueiros, empresários e classe média, mas que sabem esconder tamanho ódio para que banqueiros, empresários e parte da classe média sejam úteis à causa, ou seja, não passam de idiotas úteis. Tão idiotas, que abrem mão da liberdade em troca de benesses que não lhes devolverão o que perderam.

Aos probos, honestos e éticos, fica o aviso. Continuem probos. Continuem honestos. Continuem éticos. E LUTEM contra o gigantismo do Estado, LUTEM contra políticos e visões políticas corrompidas e corruptoras. Agindo assim, estarão prestando um grande serviço ao país que contrato nenhum, aqui ou alhures, conseguirá fazer.

 

Por Jakson Miranda

 

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