O dia do professor e a parteira da “Pátria Educadora”

Hoje, comemora-se o dia do professor. O que comemorar? Qual PROFESSOR tem motivos, hoje, para comemorar?

Certamente, aqueles que ousam em comemorar algo, são os que não enxergam o problema que é nossa educação, ou, compactuam com o atual estado de coisas. Nessa seara, não são poucos.

Para melhor exemplificar o que quero dizer, segue um trecho de mais um ótimo artigo escrito por Percival Puggina.

 A presidente disse que a educação será a prioridade das prioridades e que para essa tarefa convergirão as ações do governo. Aparentemente, ninguém a advertiu para o fato de que a sociedade não pediu ao Estado para ser por ele “educada”. O que a sociedade espera do sistema público de ensino é que cumpra, dentro das salas de aula, nas escolas, o papel de transmitir à juventude brasileira ensinamentos úteis à vida na sociedade contemporânea e à realização das potencialidades de cada indivíduo. Para variar, é tudo ao contrário do que a presidente e seu partido fazem. Por isso seguimos dilapidando preciosos recursos humanos e perdendo tempo na imprópria tarefa de “construir sujeitos” e de preparar “agentes de transformação social”! Chega de construtivismo, de Paulo Freire e de Emilia Ferreiro (até os argentinos já perceberam o estrago que o método da conterrânea causou à alfabetização no seu país).

 Eu sei que o parágrafo acima escandalizará setores do meio acadêmico brasileiro, especialmente nos cursos voltados à formação de professores. Eu sei. Ali, multidão de mestres e doutores ensina os futuros professores dos nossos jovens que a transmissão de conhecimentos, de conteúdos, será apenas parte, e parte pouco relevante, de seus quefazeres profissionais. Por isso, em nosso país, não se ensina História, mas leituras ideologicamente convenientes de fatos históricos. Não se ensina geografia, mas geografia política em conformidade com a sociologia e com a política que convém ao uso revolucionário da rede escolar. Pouco e mal se ensina língua portuguesa porque o uso correto do idioma é instrumento de dominação e desrespeito à cultura do “sujeito educando”. E não se ensina matemática, talvez por ser conteúdo exigente, que dispersa energias revolucionárias.

Voltamos

O texto do nosso amigo Percival é irretocável. Ademais, nossa situação não poderia ser diferente após anos a fio de um modelo comprovadamente deseducador.

Como algum professor pode comemorar algo no dia de hoje? Vão comemorar o fato de que a parteira do “Pátria Educadora”  não sabe ela mesma organizar as idéias em uma fala? Não tem a menor noção de matemática, geografia ou português?

Pois é. A Dilma Rousseff do vídeo abaixo é a mesma que recebeu entusiástico apoio de não poucos “professores”. Vocês que a apoiaram e a apoiam, ela, Lula e seu partido, merecem a “Pátria Educadora” que temos hoje. Para vocês, hoje deve ser um dia de festa.

 

 

https://www.youtube.com/watch?v=cPVcpTfi2Y0

 

Por Jakson Miranda

 

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