O gracioso mundinho paralelo da lacrolândia

O gracioso mundinho paralelo da lacrolândia

A lacrolândia jamais terá capacidades cognitivas e humildade suficiente para tentar compreender a realidade ou se corrigir

A lacrolândia — como a maioria de nós sabe perfeitamente — está sempre perdida em um mundinho de fantasias idealista e utópico, completamente afastado da realidade.

Essa gente — que é abastada, famosa e multimilionária, afinal, são burgueses requintados que vivem vidas soberbas repletas de abundante luxo, conforto e suntuosidade — vive demasiadamente afastada da realidade, dos seus palacetes de luxo do Leblon eles são completamente incapazes de contemplar as dificuldades e ingerências que acometem o cidadão comum.

Consequentemente — como suas posições políticas são majoritariamente elitistas —, sendo totalmente incompatíveis com a realidade das pessoas comuns, a esquerda chique se afunda nas fantasias idealistas e demagógicas da sua ideologia de estimação, perdendo completamente o contato com a realidade. Por essa razão, é muito comum que façam declarações completamente destituídas de lógica e racionalidade, tanto quanto manifestam um desprezo inominável pelos cidadãos das classes mais baixas, que, teoricamente, eles juram amar, defender e proteger.

Infelizmente — ao invés de tentarem se corrigir e ver as coisas pela perspectiva das pessoas comuns —, a elite prefere simplesmente chamar de fascistas todos aqueles que ousam discordar dela. Com toda a arrogância e prepotência de suas presunções elitistas, os socialistas de luxo do Leblon se consideram proprietários da verdade absoluta. Quando na verdade são completamente obtusos para a sua própria colossal e incomensurável ignorância à respeito de tudo.

A esquerda chique — além de ser uma caricatura dela própria — infelizmente consegue ser vítima da sua própria prepotência e beligerante arrogância. São pessoas que tem muito o que aprender sobre o mundo, a vida e a realidade; acima de tudo, precisam desesperadamente sair da sua bolha de luxo, conforto e suntuosidade ilimitadas, para tentar compreender a realidade sob a perspectiva do cidadão comum. Não obstante, não sou nenhum pouco otimista com relação a isso. A esquerda, por seu viés inerentemente distorcido e totalitário, sempre terá a tendência de enxergar a si própria como soberana e absoluta, e enfaticamente rejeitará tudo aquilo que não se enquadra em sua ortodoxia ideológica invariavelmente despótica e totalitária, classificando como “fascista” ou “reacionário” todos e quaisquer elementos divergentes, considerados um anátema por sua doutrina.

Na verdade, sabemos perfeitamente que a esquerda caviar luta para manter os privilégios e os benefícios que ela adquiriu, ao conquistar a hegemonia cultural estabelecendo-se como a ideologia dominante do establishment. Seus integrantes podem simplesmente parecer pessoas boas, corretas, iluminadas e cheias de benevolência, enquanto declamam platitudes vazias e genéricas sobre os pobres e os destituídos em algum programa de televisão – lacrolância por excelência -, mas não fazem absolutamente nada de bom ou positivo por essas pessoas.

A verdade é que a esquerda chique se importa unicamente em ter uma boa imagem perante o público; o que importa para ela é a publicidade e não fazer algo de fato pelas classes oprimidas e desfavorecidas. Pessoas verdadeiramente boas ou corretas não se transformam em militantes histéricos, coléricos e intransigentes. Muito pelo contrário — fazem coisas boas e corretas pelos outros, sem realizar qualquer alarde ou publicidade à respeito.

Infelizmente, a lacrolândia — infectada em demasia por uma ideologia tóxica, histérica, idealista e utópica — arrogante, prepotente, vaidosa e narcisista demais para se importar com qualquer coisa além da sua própria imagem — jamais terá capacidades cognitivas e humildade suficiente para tentar compreender a realidade ou se corrigir. Seria irrealista demais esperar sensatez e autocrítica dessa gente. Além do mais, muitas dessas pessoas são indivíduos egoístas, interesseiros e oportunistas, que lutam unicamente pela aquisição e manutenção de benefícios pessoais.

As intenções que existem por trás de platitudes genéricas como “Lula Livre” ou “Abaixo os golpistas”, por exemplo — pronunciadas incessante e exaustivamente pelos socialistas do Leblon — buscam na verdade legitimar a possibilidade da esquerda de voltar ao poder, para que sejam restituídos privilégios, benefícios e patrocínios que a classe artística perdeu quando o PT saiu do poder. O PT se manteve no poder por tanto tempo porque comprou aliados, políticos, artistas e empresários, subornando todas essas classes em troca de apoio. Como a classe artística era contemplada com benefícios multimilionários através da famigerada Lei Rouanet, não é sem razão ou motivo que eles desprezam tanto o atual governo. Essa gente sonha com um eventual retorno do PT ao executivo federal, porque pretende ter novamente acesso a todos os privilégios e benefícios que usufruía quando o PT esteve no poder.

A esquerda não se importa nem jamais se importou com os pobres. Para a esquerda, os pobres não passam de capital político, são usados por ela sempre que necessário como massa de manobra, quando isso se mostra oportuno. O que a esquerda quer — especialmente a elite artística — são os seus privilégios e benefícios de volta. Além do demagógico oportunismo político, essa gente consegue permanecer desmesuradamente alienada por acreditar cegamente em uma ideologia fútil, mundana e irracional, que contribui para deixar os socialistas chiques ainda mais distantes da realidade e apartados das vicissitudes que acometem as pessoas comuns.

Infelizmente, não podemos esperar absolutamente nada dessa gente, a não ser que continuem chamando de “fascistas” todas as pessoas que se opõem aos devaneios e utopias da esquerda caviar militante. Seria utopia da nossa parte sequer pensar que algum dia essa gente poderia desenvolver capacidade de raciocínio, inteligência, humildade e pensamento crítico para pensar fora da bolha de luxo, esplendor e suntuosidade na qual eles vivem completamente soterrados e lutam arduamente para não sair.

Por: Wagner Hertzog

 

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