O metrô no Rio e o milagre das inaugurações de obras públicas

A linha 4 do metrô no Rio foi inaugurado com a presença do presidente interino, Michel Temer.

Todavia, a fala mais reveladora, dita pelas autoridades presentes, coube ao prefeito Eduardo Paes.

Leiam reportagem do Globo.com

Paes lembrou que a linha 4 não estava no dossiê de candidatura do Rio para sediar os Jogos, portanto não era uma promessa olímpica.  

– O que se está fazendo hoje é um milagre. Fazer 16 quilômetros entre em cinco anos e meio é um gesto de heróis – disse Paes se referindo aos governadores atuais e ao ex, Sérgio Cabral, que não esteve na cerimônia.

Foram seguidos atrasos e dificuldades financeiras durante seis anos para concluir a tempo a ligação de 16 km entre Ipanema e Barra da Tijuca. Um plano de contingência chegou a ser anunciado pela Prefeitura, com a utilização de BRTs. O acesso às seis estações será permitido a partir de segunda-feira apenas para torcedores com ingressos dos Jogos , família olímpica e pessoas credenciadas pela organização. Todas devem ter o RioCard Rio 2016.

A obra custou R$ 9,7 bilhões, sendo R$ 8,5 bilhões de recursos do governo estadual, o restante da Concessionária Rio Barra. O custo inicial era de R$ 7,5 bilhões. Há dois meses, já após decretar calamidade pública nas suas finanças, o governo estadual conseguiu um empréstimo de R$ 900 milhões para finalizar a obra e para continuar a da estação Gávea,  prevista para ficar pronta somente em 2018.

Durante os Jogos a linha 4 metrô ficará aberta até 2h nos dias 5, 6, 12, 13 e 21 de agosto, e até 1h nos outros dias, para que os torcedores consigam voltar das últimas competições do Parque Olímpico. As linhas 1 e 2 também terão os horários estendidos de acordo com os dias. O metrô será aberto para população em setembro, depois da Paralimpíada. O tempo de viagem entre as estações  Botafogo e Jardim Oceânico é estimado em 23 minutos.

Encerramos

Poderíamos questionar que tipo de milagre é esse, que sempre está atrasado? Já imaginou se essa fosse a norma do Altíssimo?

É certo que os heróis sempre chegam com a solução no último instante. Todavia, não contam com uma estrutura conhecida por Estado e atuam com seus próprios recursos e não com os recursos de outrem.

Por outro lado, como evidencia a matéria, estamos falando de fato de um verdadeiro milagre. Sim, pelos motivos errados, Eduardo Paes falou a coisa certa. Vejamos.

Trata-se de um verdadeiro milagre quando alguma obra pública no Brasil é efetivamente entregue. Isso porque, os inúmeros atrasos, aumento de custos, desvios de verbas, mau planejamento, conseguem escapar à racionalidade de qualquer pessoa, claro, estamos falando de qualquer pessoa nascida no Brasil. Desse modo, deve-se encarar como um milagre que a obra tenha sido entregue e ninguém tenha sido responsabilizado pelos atrasos ou pelo aumento dos custos que denotam falta de responsabilidade de quem toca o empreendimento e de quem contrata.

Enfim, é um milagre encontrar gestores públicos sérios, responsáveis e comprometidos. Ou seja, é um milagre quando prefeitos, governadores e presidentes, não se valem de obras públicas para se locupletarem ou fazerem de suas gestões, meras politicagens.

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Por Jakson Miranda

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