Onda roxa pode ser recado político a Queiroga

Onda roxa pode ser recado político a Queiroga

Comissão de Assuntos Sociais é licenciada sob Senado Federal CC BY 2.0

Estados aderem à “onda roxa” enquanto novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, diz que lockdown deve ser exceção

Com o argumento de combater o coronavírus, o estado de Minas Gerais anunciou a chamada onda roxa, ou seja, medidas mais restritivas à população. Foi a mesma linha seguida por Renato Casagrande, governador do Espírito Santo.

Os dois estados citados acima se juntam a São Paulo e Rio Grande do Sul. Além de capitais e demais cidades. É curioso que em alguns casos, como em Minas e no Espirito Santo, se anunciou as restrições no exato momento em que é feita a transição de comando no Ministério da Saúde.

Nesse sentido, não é exagero sugerir que tais medidas, como a onda roxa, sejam um “cartão de boas-vindas” dos estados ao novo ministro da Saúde.

Enquanto isso, Marcelo Queironga, em entrevista à CNN Brasil, deixa claro que o lockdown é para situações extremas, todavia, não se trata de uma política de governo.

Obviamente que alguém irá argumentar que a situação atual é extrema. Ok. Mas, deve-se ressaltar que entre outubro do ano passado e fevereiro deste ano, nossas autoridades políticas não buscaram nenhuma ação alternativa.

Mais uma vez, as medidas restritivas têm se provado um “remédio” pior do que a doença. Nessa linha, o novo ministro da Saúde ressaltou a questão da economia.

É necessário “assegurar que atividade econômica continue, porque a gente precisa gerar emprego e renda. Quanto mais eficiente forem as políticas sanitárias, mais rápido vai haver uma retomada da economia.”

Enfim, lockdown, quarentena ou fase emergencial, que limitam a circulação da população e prejudica o comércio, tem se mostrado uma tática de atuação política.

Com Queiroga, governadores e prefeitos continuarão apostando no mesmo modelo. Tornou-se um recado político.

Por Jakson Miranda

 

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