Na era do lulopetismo, o Brasil sediou a Copa do Mundo 2014, aquela, dos 7×1 e das obras de mobilidade que nunca saíram do papel. Se dentro do campo a seleção brasileira foi um verdadeiro fiasco, fora das quatro linhas não foi muito diferente. Alguém duvida? Qual o legado que a copa nos deixou?

Agora, o país, ou melhor, a cidade do Rio de Janeiro se prepara para receber os Jogos Olímpicos.

Tanto a escolha do Brasil para a Copa de 2014 quanto a escolha da capital carioca para as olimpíadas, serviram para alimentar os devaneios ufanistas dos poderosos de turno. Era o Brasil potência. Em pé de igualdade com França, Inglaterra e Alemanha.

O Rio de Janeiro desistir das Olimpíadas? Jamais! Isso seria declaração de pobreza. Desistir das Olimpíadas fica para os pobres suecos.

Agora, a poucos meses da realização deste importante evento esportivo, o país se encontra em uma situação que beira entre o calamitoso e o catastrófico. Crise econômica, desemprego, crise política, epidemia de dengue e zika vírus.

Por conta dos riscos que o mosquito Aedes Aegypti apresenta, não será surpresa se alguns dos principais atletas desistirem da competição. Não será surpresa se o número de turistas, mesmo com o dólar nas alturas, fique abaixo do esperado.

São hipóteses que realmente devem incomodar o governo, afinal, vai que algum atleta de ponta seja infectado? Vai que centenas de turistas levem a zika à seus respectivos países. Do Brasil, para o mundo!

Por outro lado, é possível que o governo reverta a situação, Aedes Aegypti controlado, dengue e Zika Virus reduzidos a casos isolados,  enfim, os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, sucesso garantido.

Caso isso ocorra, a pergunta que ficará será a seguinte: Por que o governo não cuidou de controlar tais surtos de epidemias antes? Fizeram isso apenas por conta dos Jogos Olímpicos? Caso não houvesse olimpíadas, o surto de dengue e zika vírus continuariam fora de controle? Em síntese, o povo que se dane!

Diante da encruzilhada aqui apresentada, não resta dúvida de que os Jogos Olímpicos jogam contra o governo. Numa ponta, está em disputa a imagem internacional do Brasil, mais que arranhada e que pode sair desse evento internacional, ainda mais danificada. Na ponta oposta, está em jogo o quanto que o governo está comprometido com o bem-estar de seus cidadãos. Comprometido? Desde quando? Não na era do lulopetismo.

 

Por Jakson Miranda

 

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