Para especialista, o ciclo para o Impeachment se completa

Para o jornalista Reinaldo Azevedo, as chances de ocorrer um processo de impeachment agora, com Eduardo Cunha sendo atacado, são muito menores do que antes, quando Cunha estava em plena forma. Trata-se de um argumento lógico, não fosse à capacidade de articulação já conhecida do presidente da Câmara.

Cunha irá contra-atacar estando ele no comando da Casa ou não. E claro, não virá sozinho.

A revista Época traz uma reportagem bastante interessante a respeito do cenário político atual. Segundo reportagem da revista, para o cientista político Carlos Pereira, “As condições para um impeachment estão postas”.

Leiam trecho da reportagem. Por Aline Ribeiro

A ruptura do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com o Palácio do Planalto é o último de quatro elementos necessários para o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Essa é a opinião de Carlos Pereira, pós-doutor em ciência política pela Universidade de Oxford e professor titular da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (Ebape/FGV).

Segundo Pereira, são necessários quatro elementos para que o impedimento de um presidente ocorra: crise econômica com políticas de ajuste que geram perdas no curto prazo; escândalo de corrupção com desgaste de sua popularidade; manifestações populares em massa; e perda de maioria do governo no legislativo. “Nas últimas décadas, foi assim com o Equador, a Bolívia e o Paraguai”, afirma. “Se o PMDB acompanhar a decisão de Cunha, configura-se a situação necessária para que um impeachment ocorra”.

Voltamos

Eduardo Cunha está sendo acusado de receber propina, se for comprovado, que ele pague por seus feitos. Não seremos nós a defender recebimento de propina.

Feita esta observação, destacamos que o golpe desferido contra Cunha não melhorará o quadro econômico do país, logo, a popularidade de Dilma Rousseff continuará na mesma. Nessa toada, muita coisa virá pela frente após o recesso parlamentar: Análise das pedaladas fiscais pelo TCU, depoimento de Ricardo Pessoa ao TSE, manifestações populares no dia 16 agosto e a Convenção Nacional do PMDB.

Como aponta o especialista, tem o “se” do PMDB acompanhar Cunha. Não acompanharão? O próprio Michel Temer defendeu recentemente que o partido seja cabeça de chapa em 2018. Para isso, precisarão romper com o PT. Quando será esse rompimento? Sacrificarão Cunha e irão com os petistas até os 48 minutos do segundo tempo? Com qual moral serão postulantes ao planalto?

Lembrando que na última convenção do partido em 2014, por pouco não se deu o rompimento com o PT naquele momento. Este ano, há todos os elementos propícios para que o “casamento” seja desfeito. Com todo esse cenário, o ciclo se fecha e para o bem ou para o mal, o impeachment de Dilma Rousseff estará nas mãos, se não de Eduardo Cunha,  nas mãos da oposição, seja ela o PSDB, seja o PMDB.

Portanto, os petistas devem está comemorando. Dilma pode ter tido um ilusório fortalecimento, mas, para o PT e o governo, as coisas podem piorar e muito.

 

Por Jakson Miranda

 

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