Para o Brasil prosperar, é necessário reduzir o estado

a pobreza no Brasil é gerada pelo estado

Recentemente, o deputado gaúcho Marcel Van Hattem afirmou que a pobreza no Brasil é gerada pelo estado. Sim, esta é uma verdade tão fundamental quanto inegável, e que não tem sido abordada com a frequência que deveria. O perdulário, burocrático, regulatório, complexo, labiríntico estado brasileiro dificulta muito as coisas para quem quer empreender, para quem quer gerar riquezas.

Não é sem razão ou motivo que tantas empresas nacionais há muito tempo estão se mudando para o Paraguai. Lá, o liberalismo econômico propiciou a criação de um ambiente de vitalidade e prosperidade, como nunca se viu antes na história daquele país. Com custos de produção inferiores, tributação e burocracia menos agressivas, menor intervenção do estado nos negócios e nos assuntos particulares, rapidez para contratar e demitir, entre muitos outros benefícios, o Paraguai — tão logo sua envergadura política inclinou-se mais à direita —, passou a usufruir de níveis de progresso e desenvolvimento nunca antes vistos naquele país, e por isso muitas empresas brasileiras mudam-se para lá.

Lamentavelmente, muitos brasileiros ainda não entenderam que quem produz progresso e prosperidade não é o estado ou o governo, mas iniciativas individuais. O governo apenas abocanha através de impostos a maior parte daquilo que é produzido pelos setores produtivos da sociedade. Como a filósofa russa naturalizada americana Ayn Rand já dizia, “a única maneira de um governo estar a serviço da prosperidade nacional é mantendo suas mãos fora dela.” Essa é uma verdade histórica irrefutável. Mas o que ela quis dizer com isso?

O estado e o estatismo no Brasil

O governo — através de excessivas regulações, taxação e burocracia — contribui mais para asfixiar a atividade produtiva, do que para estimulá-la. Por essa razão, empresários hoje estão procurando abrir suas empresas em países onde terão custos menores. E não é com o custo dos funcionários que eles estão preocupados, não. É com a carga tributária, a burocracia governamental e a intervenção estatal em seus negócios.

Ninguém investe dinheiro para perder. Entre abrir uma empresa em um país estatista-desenvolvimentista como o Brasil, com excessivas regulações e burocracia, ou abrir o seu negócio em um país onde existe liberdade econômica, como Chile, Paraguai, Suíça ou Nova Zelândia, qualquer empresário escolherá estes últimos. Ele sabe que nestes lugares seus investimentos serão respeitados; e em decorrência do ambiente de negócios ser mais livre, com menos intrusão governamental e menos regulações, ali suas chances de prosperar serão muito maiores. Ele conseguirá com muito mais facilidade o retorno sobre o seu investimento.

É fundamental entender que a crença totalmente equivocada de que o estado deve gerir a economia — controlando-a de forma discricionária e vertical, de cima para baixo — é uma convicção de utopias totalitárias. O controle absoluto da economia, por exemplo, é parte integral de ideologias perniciosas e tirânicas, como nazismo, fascismo, socialismo e comunismo.

Por outro lado, países efetivamente livres, que conquistaram progresso e prosperidade, conseguiram isso justamente por respeitar a livre iniciativa, a atividade empreendedora, o mercado e as leis naturais de oferta e demanda. É verdade que durante muito tempo, fomos governados pela esquerda, que não apenas demoniza brutalmente tudo isso, como conseguiu dar a todos esses elementos uma reputação muito ruim. Hoje o que é “belo” é ser um “intelectual” graduado em filosofia pela USP, que dá palestras chiques contra o capitalismo e o lucro em eventos beneficentes da alta sociedade, cobrando um cachê caríssimo, é claro, do que ser um indivíduo audacioso, criativo e inovador, que quer abrir a própria empresa. Aí, você será punido pelo estado, e em decorrência de taxação agressiva e arbitrária, e dos custos proibitivos, seu capital será dilacerado em pouco tempo, e sua empresa irá falir.

Uma solução “simples” 

Por isso, precisamos de um ambiente salutar para os negócios. Essa vitalidade só será conquistada se retirarmos o soviético, autocrático, perdulário e ineficiente estado brasileiro do caminho de quem quer produzir e empreender. Caso contrário, permaneceremos atolados neste pavimento de estagnação e retrocesso, onde já estamos há muito tempo. A produtividade do Brasil é excepcionalmente baixa — se comparada com a de muitos outros países subdesenvolvidos —, justamente em decorrência do peso excruciante do estado brasileiro sobre a livre iniciativa, que compromete o seu desenvolvimento com uma burocracia aviltante, taxação abusiva, regulações tirânicas e intrusão agressiva.

Todos esses fatores combinados contribuem para destroçar de forma ostensivamente pusilânime o custo-benefício ao longo de toda a cadeia produtiva. Por essa razão, o mercado continuará disfuncional, investidores estrangeiros evitarão o Brasil em função dos riscos de prejuízo, e audaciosos empreendedores procurarão países com uma próspera e pujante economia de mercado para abrir os seus empreendimentos. Ou seja, a não ser que as coisas mudem radicalmente, a verdade é que continuaremos sendo um país pobre e socialista, e os empreendedores e empresários brasileiros continuarão procurando outros países para abrirem os seus negócios. É capital, empregos e prosperidade que saem daqui, e vão para outro lugar. Tudo porque o tirânico, retrógrado, burocrático, soviético e arcaico estado brasileiro tornou impraticável o ambiente de negócios.

Conclusão

Enfim, é verdade que depois de tantos anos sendo governados pela esquerda, nenhuma mudança positiva virá da noite para o dia. Triste, no entanto, é ter em meio a esse cenário até mesmo pessoas na direita brasileira — ou que se dizem “de direita” — falando de forma aviltante contra a desburocratização, o mercado e o capitalismo. Pseudo-direitistas doutrinados pela esquerda incapazes de compreender o que realmente gera progresso e prosperidade são tão inúteis quanto qualquer militante assumidamente progressista. O que o Brasil realmente precisa é de muito capitalismo. E tudo aquilo que está associado a isso, como empreendedorismo, produtividade e um mercado pujante. Querem socialismo? Vão para a Venezuela. Mas por favor, não voltem. Estamos tentando consertar um país que a esquerda persiste em destroçar e arruinar.

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