Partido dos Trabalhadores é rifado pela esquerda

Partido dos Trabalhadores é rifado pela esquerda

O Partido dos Trabalhadores (PT) é de esquerda e progressista, mas em SP, a esquerda escanteou a sigla comandada por Lula

Não é possível negar que o Partido dos Trabalhadores é de esquerda e ainda é o principal partido de esquerda no Brasil. No entanto, nem mesmo o mais entusiasta filiado da sigla, acredita em uma vitória petista nas grandes cidades nessas eleições. Obviamente que isso é positivo por um lado, porém, pode ser bastante perigoso por outro.

Desde que o escândalo do mensalão veio à tona, o Partido dos Trabalhadores passou a ser conhecido como o partido da corrupção. De fato, o mensalão era apenas um aperitivo para o que viria a ser descoberto com o petrolão. De esquerda, notadamente de viés comunista, o Partido dos Trabalhadores nasceu sob a falsa identidade da ética e do combate à corrupção e desigualdades. Ninguém compra mais esse discurso que se sair da boca do seu líder, Lula, soará como uma afronta; se partir de Gleisi Hoffmann, ecoará como um delírio.

Ademais, foi no governo de Dilma Rousseff que o PT jogou na lama o pouco resquício de esperança que poderia existir em algum eleitor da sigla. Na apenas isso, Dilma Rousseff levou o país à beira do caos econômico e social.

Assim, dado o conjunto da obra, ninguém aposta que nessas eleições de 2020 o PT – Partido dos Trabalhadores – ganhe alguma prefeitura de grande importância, ou seja, ganhar a prefeitura de SP, por exemplo, será quase impossível. Ao encarar isso como uma realidade, a própria esquerda rifou o partido de Lula e agora apostam em Guilherme Boulos. Na capital paulista, o PT está isolado.

O legado petista em SP

Sem sombra de dúvidas que isso é positivo. Quanto mais cidades ficarem livres da máquina partidária do PT, melhor. Em SP, o Partido dos Trabalhadores já esteve no comando da prefeitura em três ocasiões: com Luíza Erundina (hoje vice de Boulos), com Marta Suplicy e com Fernando Haddad. Foram gestões que não deixaram saudades.

Foi na gestão de Luíza Erundina (1989-1992), que São Paulo passou a utilizar as ideias do senhor Paulo Freire que fora Secretário Municipal de Educação. Não é preciso dizer mais nada sobre o legado deste senhor na educação de SP e do Brasil.

Marta Suplicy, deixou a prefeitura da capital paulista carregando consigo o apelido de “martaxa“, pediu o perdão do eleitorado paulistano mais ainda hoje não o alcançou, ao menos para ganhar nova chance na prefeitura. Por fim, Fernando Haddad deixou a prefeitura de SP como um dos piores prefeitos.

Conclusão

Enfim, o enfraquecimento político do PT representa um grande baque para a esquerda e isso deve ser comemorado.  Não obstante, o risco reside na possibilidade de que certa esquerda, ainda mais radical que o PT, ganhe capilaridade. Nesse aspecto, apesar de corroborar nossa tese, não deixa de ser surpreendente que Guilherme Boulos figure nas primeiras posições para a prefeitura da maior cidade do país.

Não me entenda mal, caro leitor. Não prefiro um candidato petista à Boulos. Apenas registro que o enfraquecimento em SP de um partido socialista, como o Partido dos Trabalhadores, não venha acompanhado pela ascensão de um partido e de um candidato conservadores. Eis aí o lado perigoso da derrocada petista.

Por Jakson Miranda

 

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