Paulo Guedes quer “CPMF” para gerar empregos

Paulo Guedes, explicou sua defesa pela nova CPMF digital

O ministro da Economia Paulo Guedes, explicou sua defesa pela nova CPMF digital: gerar empregos

Em entrevista ao programa os Pingos nos Is, da Jovem Pan, ontem (15), o ministro da Economia Paulo Guedes explicou e defendeu a criação da nova CPMF. Para o ministro, “A ideia é colocar uma terceira base, sobre pagamentos, comércio eletrônico“; pois, segundo Guedes, “A base nova é para permitir trabalhar a desoneração da folha de pagamentos, por exemplo. Ou trabalhar com um IVA mais baixo ou trabalhar com um Imposto de Renda (IR) mais baixo. Na hora que cria uma nova base, permite que os outros impostos desçam um pouco”.

No entanto, Paulo Guedes reconhece que a criação de uma nova CPMF tende a não ser bem aceita pela sociedade e pontua que é “feio, mas não é tão cruel“, uma vez que “se todo mundo pagar um pouquinho, não precisa pagar muito“.

Ademais, o ponto forte no argumento de Paulo Guedes é a geração de empregos. Para o ministro da Economia, “vai ter que escolher entre algo que seja feio, mas não tão cruel, porque a pandemia revelou que, entre o mundo da CLT e o mundo da assistência social, existem 38 milhões de invisíveis, que são vítimas dos encargos trabalhistas, do excesso de impostos sobre a folha, que perderam a oportunidade de integrar à economia formal por causa disso“.

De fato, são muitos os impostos que recaem sobre quem contrata e esse é um dos motivos que levam muitos empresários a preferir ficar com um funcionário fazendo hora extra do que contratar mais.

Finalizando

É óbvio que ninguém quer pagar mais impostos, todavia, é impossível termos um Estado assistencialista e reduzir a carga tributária. Ademais, as contas do governo foram seriamente afetadas pela pandemia e somente com uma séria reforma tributária será possível equilibrar a balança.

Assim, é preferível uma nova CPMF que não afetará o cidadão mais humilde do que criar novas jabuticabas que afetarão todos.

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