Por que a direita está certa e a esquerda está errada?

Por que a direita está certa e a esquerda está errada?

Artigo fundamental: Por que a direita está certa e a esquerda está errada?

Sabemos que direita e esquerda discordam de muitas coisas. Na verdade, de quase tudo. Suas divergências nos campos político, ideológico, social e cultural são tão imensas que seria necessário uma volumosa enciclopédia para abordar suas diferenças, opiniões, pontos de vista e soluções para os problemas que acometem a humanidade. No entanto, o núcleo deste conflito deve nos remeter àquela que é a principal distinção entre estes polos políticos tão diferentes, e porque, historicamente, podemos comprovar que a direita sempre esteve certa.

Possivelmente, a questão mais preponderante — talvez a maior divergência entre direita e esquerda — possivelmente se refere às atribuições e ao tamanho do estado. Enquanto a direita sempre priorizou um estado pequeno, a esquerda, por outro lado, tem predileção por um estado grande.

A esquerda sempre foi favorável a um estado paternalista e patrimonialista; um estado robusto e soviético, que cuida de todos os aspectos da sociedade, aquilo que pode ser descrito como estado regulador altamente intervencionista. A direita, por outro lado, sempre priorizou o que poderíamos chamar de estado mínimo, um modelo de estado que na verdade nunca foi aplicado no Brasil. Neste modelo, o estado não faz muito além de cuidar da segurança da população, com forças armadas, polícia e tribunais para combater crimes variados, como assaltos, fraudes, extorsão, sequestro e todos demais tipos de agressões e contravenções.

Por que esta diferença? Podemos dizer que a esquerda tem medo de grandes empresas e megacorporações, enquanto o maior receio da direita é o estado grande. A esquerda, no entanto, ignora deliberadamente os perigos e os problemas inerentes a um estado grande. O estado — qualquer estado, seja ele qual for — não será administrado por anjos puros, sacrossantos, generosos e altruístas que irradiam paz, amor e infinita benevolência. Será administrado por políticos, pessoas comuns que como todos os demais seres humanos serão saturados de falhas e deficiências.

Estas pessoas terão incomensurável poder em suas mãos, e frequentemente usarão este poder para seu próprio benefício, muitas vezes até mesmo para o mal. Principalmente para aquisição de mais poder e enriquecimento ilícito. Um estado grande irá fatalmente gerar níveis de corrupção alarmantes — como é o caso do Brasil —, que serão invariavelmente proporcionais ao tamanho do estado.

Políticos irão continuamente perpetrar crimes variados, como peculato, prevaricação, tráfico de influência, corrupção ativa e passiva, improbidade administrativa, entre muitos outros. Não raro aceitarão suborno para favorecer determinados aliados, sejam eles políticos ou corporativistas. Isso, além de inevitável, é incontestável.

Nós, brasileiros, convivemos a décadas com a corrupção sistêmica. A Operação Lava Jato revelou um dos maiores esquemas de crimes governamentais já cometidos na história da política mundial, e mostrou como o PT  sempre foi uma organização criminosa disfarçada de partido político.

Evidentemente, a Lava Jato foi muito além, e escancarou para quem quisesse ver que todo o sistema político brasileiro está absolutamente contaminado e apodrecido. Isto aconteceu porque o estado brasileiro é enorme,  seu tamanho vai muito além do que seria necessário, sendo praticamente uma versão latino-americana da União Soviética. No Brasil, a cada minuto um novo esquema de corrupção é revelado para a população, e ela ocorre em todos os níveis, federal, estadual e municipal.

É necessário ressaltar ainda que apenas uma pequena parcela de todas as contravenções são descobertas. Esta é uma das razões primordiais pelas quais o estado deve ser pequeno. Como Jeffrey Tucker certa vez falou, “quanto menor for o estado, menor será o seu poder para cometer crimes”.

O que normalmente acontece em sociedades de esquerda — com o estado regulador altamente intervencionista — é que não raro a liberdade da população desaparece completamente, e o governo transforma-se em uma ditadura. Isso é uma consequência natural quando se dá poderes ilimitados para o estado. Conforme o estado se dilata, a liberdade tende a desaparecer. É uma reação em cadeia, um acontecimento que desencadeia outros. O estado começa a arregimentar atribuições que não são de sua competência natural, e a liberdade da população vai gradualmente
desaparecendo.

China, União Soviética, Cuba e Venezuela exemplificam muito bem a realidade de um estado grande, onipotente, soberano, absoluto, despótico e interventor. A realidade dos fatos mostra isso de forma incontestável, não é necessário enveredar por teorias abstratas. E vale ressaltar que até hoje a esquerda defende algumas dessas ditaduras nefastas, o que mostra que ela não se opõe de maneira alguma a regimes totalitários.

Em uma sociedade de esquerda — como o estado regulador controla a economia de forma absoluta —, a população não usufrui de liberdade econômica alguma, o que faz a pobreza aumentar. Quando o empreendedorismo não é deliberadamente criminalizado, o excesso de regulamentações, burocracia e impostos sobre a livre iniciativa torna absolutamente inviável para qualquer indivíduo montar o seu próprio negócio. Legislação impraticável e burocracia aviltante inviabilizam a ação humana. Esta é basicamente nossa situação no
Brasil.

Aqui, todo o diagrama econômico é controlado e regulamentado pelo estado, o que veio a ser resultado de décadas de governo de gangues socialistas como PSDB e PT, que cartelizaram completamente o mercado e dilaceraram todas e quaisquer possibilidades de liberdade econômica que poderíamos ter. A pobreza criada por este sistema fortalece o discurso da esquerda, que coloca a culpa da miséria no capitalismo, e solicita mais estado, o que na prática vai gerar mais escravidão e pobreza, para combater problemas que na verdade foram criados justamente pelo excesso de estado.

A verdade, no entanto, é que todas essas seitas políticas socialistas ignoram deliberadamente o pragmatismo da realidade em nome dos seus sórdidos e aviltantes projetos de poder. Quanto mais regulamentações econômicas houver, mais pobreza haverá em um país. Quanto mais economicamente livre ele for, mais prosperidade existirá. Por isso somos um país tão pobre; o Brasil é uma nação saturada de regulações do estado sobre a economia, o que invariavelmente contribui para reduzir a prosperidade e a produtividade dos cidadãos.

Outro problema que é necessário expor é que quanto maior for o estado, maior será a carga tributária sobre a população, que precisará sustentá-lo, pois o estado não gera riquezas. A receita do estado vêm daquilo que é confiscado da população por meio de impostos, taxas e tarifas. Paradoxalmente — em decorrência do nível excruciante de regulamentações econômicas —, será cada vez mais difícil para a população produzir riquezas. Com um estado menos interventor, por outro lado, a carga tributária e a burocracia, que são fardos deletérios para a sociedade, serão menores.

Para um indivíduo abrir o seu próprio negócio na Nova Zelândia, por exemplo, ele precisa de apenas três horas, e o processo é gratuito. Em contraste absoluto, no Brasil, levará quase três meses, e o custo é exorbitante, podendo passar de mil reais, além da burocracia contábil e dos demais custos agregados. Ou seja, o estado cobra indevidamente do empreendedor antes mesmo deste ser capaz de gerar lucro ou ter um faturamento capaz de cobrir os custos do seu investimento. Isso é pura extorsão institucionalizada. Como um país assim pode gerar prosperidade ou almejar tornar-se desenvolvido?

No atual modelo que governa o Brasil, quem de fato gera pobreza no país ao colocar tantos obstáculos sobre a livre iniciativa — a grande responsável pela geração de prosperidade — é o próprio estado. Fato é que os fetiches da esquerda custam muito caro para uma sociedade, e não raro cobram o seu preço com um nível de retrocesso e estagnação imensuráveis. Quando a esquerda prevalece, a população fica completamente refém das arbitrariedades do estado, impossibilitada de criar riquezas e gerar receita, sendo portanto fadada à pobreza, à
miséria e a escassez.

Megacorporações não podem fazer nada contra você. Funcionários da Nestlé não entrarão na sua casa no meio da noite para levá-lo contra a sua vontade simplesmente por criticar a empresa onde trabalham; o estado, no entanto — especialmente quando tem muito poder e considera um determinado território como sua jurisdição absoluta e toda a população que nele reside como sua propriedade —, poderá fazer o que quiser com as pessoas, inclusive eliminar sumariamente cidadãos críticos ou descontentes.

Não há dúvida nenhuma do real perigo que o estado representa, especialmente quando este se torna demasiadamente poderoso, soberano e onipotente.

Outro sintoma pernicioso do soviético estado brasileiro são centenas de empresas estatais que possui, e que servem unicamente para enriquecer as abastadas oligarquias privilegiadas que as controlam. O que muitas pessoas não percebem é que quando o estado se expande em demasia, ele não faz absolutamente nada direito. Se o estado não tem competência nem capacidade para fazer o básico pela população — como oferecer segurança —, por que se concentrar em atividades de natureza econômica, que são secundárias?

Em um governo que se propõe a ser de direita, por outro lado, haverá um estado menor, que irá se concentrar preferencialmente em fazer o básico: proteger a população e zelar pela segurança dos cidadãos. Como a carga tributária e a burocracia tecnicamente serão muito menores, a sociedade vai ter muito mais facilidade para gerar riquezas, criar empregos e ter prosperidade, elementos que — ao contrário do assistencialismo de esquerda, que é um paliativo — efetivamente combatem as causas da pobreza.

O grande problema do Brasil é ser um país onde os papéis foram invertidos. Tecnicamente, estado e governo deveriam servir à população. No Brasil, no entanto, o estado cresceu tanto, que é a sociedade que serve ao estado e ao governo. Luiz Philippe de Orléans e Bragança expressou a verdade de forma clara e resoluta quando disse: “No Brasil, o povo não é soberano. Uma constituição deve impor limites ao governo e ao estado, já que o dono do país é o cidadão. Nossa constituição atual impõe limites à população, já que o dono do Brasil é o estado”. Um perfeito resumo de nossa deplorável realidade.

O que nós brasileiros efetivamente precisamos é de menos estado e mais ação individual. Menos Brasília e mais Brasil. Precisamos tirar o cidadão brasileiro da sua condição de refém de um estado gigantesco, perdulário e soviético. Precisamos de mais cidadão, e de menos governo. Este é o único caminho para o progresso e para a prosperidade.

O caminho contrário é o socialismo, e o socialismo — como sabemos perfeitamente — gera pobreza, destruição, miséria e tirania, nefastas consequências que destruíram completamente o país vizinho, Venezuela, e cuja destruição acompanhamos até hoje, com apreensão e tristeza. Onde não há uma direita forte, haverá uma esquerda prepotente, brutal, despótica e destrutiva.

Por Wagner Hertzog

 

 

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