Prefeito de BH acata ordem de Nunes Marques

Prefeito de BH acata ordem de Nunes Marques

A imagem é licenciada sob by Clube Atlético Mineiro CC BY-NC 2.0

Após ameaçar descumprir decisão, Alexandre Kalil, prefeito de BH, volta atrás e acata ordem de Nunes Marques

O prefeito de BH, Alexandre Kalil, voltou atrás e cumprirá a ordem judicial do ministro Nunes Marques, do STF.

Nunes Marques, em liminar expedida ontem (3), permitiu a celebração de cultos e missas nos Estados e municípios que haviam decretado o fechamento dos templos. Não obstante, o prefeito de BH ameaçou descumpri-la. A fim de garantir o cumprimento da sua decisão, Nunes Marques intimou o prefeito.

Enfim, Alexandre Kalil quis se colocar acima de uma decisão judicial. Certamente que no auge de sua megalomania despótica, achou que contaria com apoio de outros prefeitos.

Assim, manteve a proibição de cultos e missas. Todavia, o prefeito de BH foi justamente criticado, tanto por parlamentares, quanto pela sociedade civil.

Logo após Kalil anunciar que manteria a proibição, o deputado estadual Bruno Engler (PRTB-MG), lembrou que o prefeito não poderia ir contra a decisão de Nunes Marques.

Você não tem autoridade para violar a liberdade de culto religioso, garantida na Constituição, ainda mais agora com uma liminar de um Ministro do STF grantindo-a”, escreveu Engler ao prefeito, no Twitter. E ainda,

O que diz a decisão de Nunes Marques?

Por certo que, enquanto alguns apoiam a decisão do ministro Nunes Marques, outros são contra. Todavia, ao  analisar a liminar do ministro de forma lógica e racional, pode-se concluir pelo acerto da sua decisão.

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De fato, ao permitir a abertura dos templos, Nunes Marques observou as aglomerações nos transportes públicos. E ponderou,

Tais atividades podem efetivamente gerar reuniões de pessoas em ambientes ainda menores e sujeitos a um menor grau de controle do que nas igrejas“.

Logo após, registra o ministro,

Daí concluo ser possível a reabertura de templos e igrejas, conquanto ocorra de forma prudente e cautelosa, isto é, com respeito a parâmetros mínimos que observem o distanciamento social e que não estimulem aglomerações desnecessárias“.

Conclusão

Oras, qual é o equivoco na decisão do ministro? Em suma, não reconhecer o acerto da sua decisão nada mais é do ignorância ou má-fé. Ademais, as observações do ministro apoiam-se na realidade, realidade esta que o prefeito de BH e outros, se negam a enxergar.

Por Jakson Miranda 

 

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