PSL de Luciano Bivar, prefere continuar nanico

PSL de Luciano Bivar, prefere continuar nanico

A imagem é licenciada por Palácio do Planalto CC BY 2.0

PSL de Luciano Bivar pode ter perdido a oportunidade de comandar a maior cidade do país. Prefere continuar nanico

Pouca gente conhecia o PSL, partido comandado por Luciano Bivar. Afinal, dentre os inúmeros partidos políticos existentes no Brasil, o PSL era apenas mais um nanico. Isso, até Jair Bolsonaro entrar na legenda para disputar as eleições de 2018.

Assim, após o término das eleições de 2018 assistíamos não apenas a eleição de um presidente eleito pelos conservadores, mas também, a passagem de um PSL outrora nanico, no clube das grandes legendas. O PSL de Luciano Bivar, elegeu naquele pleito, 52 deputados federais e 4 senadores da República. Em outras palavras, tornou-se a segunda maior bancada da Câmara dos Deputados.

Nesse sentido, o partido de Bivar estava diante de duas opções: se tornar um partido conservador de fato e ser a base do presidente Bolsonaro no Legislativo; ou, optar pela continuidade de práticas tipicas dos nanicos. Ou seja, focar nas vultosas cifras destinadas aos partidos políticos. Surpreendentemente, o PSL optou por esta segunda opção.

Logo, nomes como o deputado Delegado Waldir ganharam relevância no PSL com sua promessa de implodir o presidente da República. Ao mesmo tempo em que sua colega, a deputada Dayane Pimentel, até então “bolsonarista“, desejava um abraço imaginário em quem havia gravado ilegalmente, uma conversa com o presidente Bolsonaro.

Em resumo, o PSL entrava em rota de colisão com o presidente da República. Consequentemente, Jair Bolsonaro deixou o partido.

Enquanto isso, em São Paulo, Major Olimpio e Joice Hasselmann tornaram-se os nomes fortes do partido de Bivar. Ao passo que àqueles que continuaram ao lado do presidente foram duramente perseguidos e punidos.

Aliás, Joice Hasselmann quis e conseguiu ser a indicada do PSL para disputar a prefeitura da cidade de São Paulo. Os números falam por si. De acordo com a última pesquisa Datafolha, Hasselmann possui 1% das intenções de voto.

Finalizo

Ainda hoje aventa-se a possibilidade de um retorno do presidente Jair Bolsonaro ao PSL. Tal retorno poderia ter ocorrido antes das eleições municipais. Não aconteceu. Ademais, falou-se do partido escolher o deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança para disputar a prefeitura de SP. O PSL não cedeu. Em seguida, tentaram levar o PSL para a chapa de Celso Russomanno. Também não Avançou.

Por outro lado, o PSL supostamente antagonista do PT, aliou-se ao partido de Lula em várias cidades.

Em suma, é pouco provável que Joice Hasselmann consiga virar o jogo na capital paulista e tende mesmo a virar piada. O mesmo pode ocorrer com Dayane Pimentel.

Por fim, o PSL de Luciano Bivar poderia ter se tornado grande. Um partido “amigo” do eleitorado conservador. Optou por trilhar o caminho inverso. Prefere continuar nanico. Agora, começa a colher os frutos de suas escolhas.

Por Jakson Miranda

 

 

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