Rafael Colombo e Alexandre Garcia: Ciência versus experiência?

Rafael Colombo e Alexandre Garcia: Ciência versus experiência

Enquanto Alexandre Garcia defendia a cloroquina, Rafael Colombo passou a contestar 

Repercutiu nas redes o debate entre Alexandre Garcia e Rafael Colombo na CNN Brasil. De um lado, Alexandre Garcia defendia o uso da cloroquina no combate ao covid-19. Do outro, Rafael Colombo contestava o experiente jornalista.

E os 100 mil que morreram? Se realmente funcionasse não seríamos o 3° país com o maior número de mortos no mundo”, Foi o questionamento que Rafael Colombo fez a Alexandre Garcia.

Se a cloroquina funciona, é barata, e serviu como você falou na Amazônia para lúpus, malária e outros tipos de doença, por que o mundo teria deixando tanta gente morrer se tem um remédio barato à disposição? A troco de que tanta gente morreria se a cloroquina funcionasse?”. Continuou o âncora do programa.

Obviamente que o debate entre os dois jornalistas gira em torno de uma discussão extremamente importante e nos sentimos na obrigação de deixarmos uma breve opinião nossa.

Primeiro, entendemos e acreditamos ser válido o questionamento feito por Rafael Colombo: A troco de que tanta gente morreria se a cloroquina funcionasse? Por outro lado, seu questionamento é incompleto e deveria ser seguido por outra pergunta: A troco de que tanta gente morreu sendo-lhe negado a ministração da cloroquina? De fato, quantas vidas poderiam ter sido salvas se a hidroxicloroquina tivesse sido usada desde o inicio da pandemia.

Assim, fica evidente que o jornalista Rafael Colombo deposita todas as suas crenças naquilo que a grande imprensa divulga como sendo um dado da ciência. Por outro lado, Alexandre Garcia, ao defender a cloroquina, firma sua posição com base em sua experiência de vida e na objetiva observação da realidade.

No vídeo do debate que circula no twitter, chamou-me especial atenção o fato de Colombo sugerir que possa existir interesse farmacêutico em propagar que a cloroquina funciona no combate ao coronavírus. Isso é possível. No entanto, sob o ponto de vista financeiro, há maior interesse em dizer o contrário, visto que a cloroquina está no grupo dos medicamentos genéricos, ou seja, sem patente.

Ademais a observação feita por Alexandre Garcia de que “As pessoas que sobreviveram são a prova. É assim que começa a ciência, a experiência”, não foi contestada, ou porque o interlocutor não ouviu ou porque preferiu ignorar. Eis um dado incontestável. Não são poucas as pessoas que foram curadas do coronavírus usando a hidroxicloroquina. Assim, se a ciência passa a negar uma realidade objetiva, algo de muito errado está acontecendo com essa ciência.

De todo modo, nesta pandemia muitos estão optando por ignorar determinados temas, dentre eles a liberdade e a voz da experiência. Tudo em nome da ci-ên-ci-a. Todavia, a história nos prova que em nome da ciência, milhões já morreram ou tiveram suas liberdades suprimidas.

You could say I lost my faith in science and progress…

I never saw no miracle of science that didn’t go from a blessing to a curse“.  Diria Sting.

Em suma, do debate entre Alexandre Garcia e Rafael Colombo, fica a mensagem de que ao invés de questionarmos a experiência, devemos cada vez mais, questionar aqueles que supostamente falam em nome da ciência.

Entre a “ciência” histérica defendida por Colombo e a experiência de Garcia, não há dúvidas de que fico com a segunda opção.

Por Jakson Miranda

 

 

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