Renan Calheiros será relator da CPI e dane-se a justiça

Renan Calheiros será relator da CPI e dane-se a justiça

A imagem é licenciada sob por Senado Federal CC BY-NC 2.0

Para manter Renan Calheiros na relatoria da CPI, Rodrigo Pacheco afirma que “Parlamento não admite interferência de um juiz”

Escrevemos em outro post, que ter Renan Calheiros ocupando uma cadeira no senado, é por si só, vergonhoso, tê-lo na relatoria de uma CPI, é uma afronta.

Todavia, no final da tarde de ontem (26/4), a Justiça Federal do DF, concedeu liminar impedindo Renan Calheiros de ser eleito para qualquer cargo no âmbito da CPI. Em síntese, se o parlamento é imoral, cabe à justiça moralizá-lo.

Por outro lado, o grupo de senadores que lideram a CPI da Covid fechou questão e irá manter o senador alagoano. Engana-se quem pensa que o senado jogaria Renan Calheirosaos leões”.

Assim, durante um jantar, os parlamentares combinaram de descumprir a decisão da Justiça Federal de Brasília. Ou seja, irão manter o acordo para a indicação de Renan Calheiros (MDB-AL) para a relatoria da CPI.

Segundo alguns senadores, a avaliação foi de que a decisão judicial não se sustenta; pois proíbe a submissão do nome de Renan “à votação” para escolha do relator da CPI. O único cargo que é eleito, porém, é o de presidente da comissão, a quem cabe escolher o relator.

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os senadores ligaram para o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, para informar a decisão da maioria. Pacheco, por sua vez, classificou a decisão como “equivocada”, por tentar proibir algo que sequer existe: a “eleição” de um relator de CPI.

Conclusão

Os senadores também comunicaram que acionariam a Procuradoria do Senado para emitir um parecer rebatendo a decisão da Justiça de Brasília. O objetivo é que esse documento sirva como base para que Aziz, se eleito presidente, possa confirmar o acordo e anunciar Renan Calheiros como relator.

Em conclusão, a turma do senado que agiu de modo subserviente à decisão do ministro Barroso, agora, não admite interferência do judiciário. Ademais, se apegam a uma única palavra, eleição, para manter Renan. Mas poderiam, ter se apego ao menos a outras duas: ética e moral, e rechaçar o senador alagoano.

Por Jakson Miranda

 

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