Rodrigo Maia, DEM, PC do B e PT: Tudo junto e misturado

O motivo da ira de Rodrigo Maia contra Abraham Weintraub

Rodrigo Maia é o novo presidente da Câmara e suas alianças cobrarão a fatura.

É conhecidíssima a passagem bíblica em que Jesus conta a parábola do joio e do trigo. Em essência, semeia-se o trigo e junto com este, nasce também o joio, plantado pelos inimigos do semeador. Já na colheita, faz-se a separação.

Outra expressão conhecidíssima fala da necessidade de não confundirmos alhos por bugalhos.

Faço essa introdução com vistas à tudo o que ocorreu ontem na eleição para presidente da Câmara dos Deputados.

Após disputa em segundo escrutínio, o deputado do Partido Democratas, Rodrigo Maia, DEM – RJ,  foi eleito novo presidente da Casa.

Ao final do processo de escolha, muitas foram as congratulações que o parlamentar recebeu pelas redes sociais. Em seu twitter, o também Democrata Ronaldo Caiado postou o seguinte comentário:

O Democratas foi ameaçado, perseguido por Lula e hoje, enquanto o PT agoniza, volta a crescer e a comandar a Câmara.

É verdade que o DEM foi duramente perseguido. É igualmente verdade que hoje, o PT agoniza.

Quando se especulava que o DEM desapareceria, o antigo PFL, na oposição, se mostrava ainda mais aguerrido e combativo e tal postura, amealhou a simpatia de muitos, que viam no Democratas como fortes representantes  da oposição política e ideológica ao PT e as esquerdas.

Por conta disso, causou mal estar os agradecimentos que o Parlamentar fez em seu discurso de posse. Estavam lá, Aldo Rebelo e Orlando Silva, ambos do PC do B.

Não foram agradecimentos que visavam apaziguar ânimos acirrados.

Em seu discurso, Rodrigo Maia confessa que Orlando Silva fora um dos que o incentivaram a concorrer à presidência.

A troco de quê, Rodrigo Maia aceitou o apoio do PC do B? A troco do quê, Orlando Silva trabalhou pela vitória de Rodrigo Maia? Essas costuras contaram com o apoio do DEM? Seis meses na presidência da Câmara vale isso?

Tudo isso, antes de servir como um catalisador positivo à legenda, só lhe traz desconfiança. Afinal, uma das possíveis explicações para o PC do B apoiar Maia, é a perspectiva de que a CPI da UNE não saia do papel.

Outro ponto que sobressai em todo esse contexto, é que aqui e ali se fala que essa eleição representou uma forte derrota ao PT e a Lula. Por outro lado, há indícios de que o Partido dos Trabalhadores emprestou votos ao Democrata.

Se a coisa se deu dessa forma, é claro que o PT não perdeu, mas, está agora, dividindo a vitória.

Eis uma presidência que se inicia recheada de nódoas e somente ao final desses seis meses saberemos o saldo político de tudo isso.

De antemão, a percepção que fica cada vez mais nítida, é a de que no Brasil não faz política, se faz politicagem.

Nossos parlamentares são seguidores fiéis do aforismo que diz que os fins justificam os meios. Esquecem-se, portanto, de que os meios é que dão qualidade ao fim.

Michel Temer, Rodrigo Maia, DEM, PMDB, PSDB, PC do B, PT e tutti quanti. Tudo junto e misturado. E essa é uma mistura que pode se mostrar bastante indigesta.

Indigesta porque, deliberadamente, não separaram o joio do trigo e tomaram alho por bugalho. Quem age assim na politica pode achar que está se dedicando a um “bem maior” para a nação.

É uma visão míope e uma atitude covarde. Não se pode lutar pela nação, aliando-se a quem sempre lutou contra.

Por Jakson Miranda

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