Senadores vão ao STF contra Renan Calheiros na relatoria da CPI

Senadores vão ao STF contra Renan Calheiros na relatoria da CPI

"Sen Renan Calheiros" é licenciada sob pelo MDB Nacional CC BY 2.0

Senadores ingressam no STF com mandato de segurança contra Renan Calheiros como relator da CPI

Os senadores Marcos Rogério, Eduardo Girão e Jorginho Mello, ingressaram ação no STF contra Renan Calheiros (MDB-AL) na relatoria da CPI da Covid-19.

A informação foi confirmada pela assessoria de Marcos Rogério, que defendeu a tese de suspeição de Renan Calheiros na reunião de instalação do colegiado, mas teve o pedido indeferido pelo recém eleito presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM).

Jorginho Mello disse que só divulgará a íntegra do mandato de segurança quando houver decisão. De acordo com o senador, para “não dar armas” para adversários, que saberiam os argumentos usados no documento. O Poder360 teve acesso ao documento.

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Ainda assim, ele declarou que aguarda uma decisão favorável até esta 5ª feira (29/4). Seu pedido é o mesmo que fez durante a instalação da CPI. Ou seja, para que se afaste do colegiado senadores que tenham laços sanguíneos com possíveis investigados. A ação atingiria Renan Calheiros e Jader Barbalho (MDB-PA), ambos pais de governadores.

Marcos Rogério argumenta que apesar de Renan não ser suspeito por ser pai de um governador, seu impedimento também se deve por ele ter adiantado juízo de valor sobre a investigação em relação a Alagoas.

Em suma, o STF é uma Corte política. Mas, caso fosse uma Corte do Judiciário, Renan Calheiros não seria relator da CPI.

Por Jakson Miranda

 

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