Socialismo – A ideia equivocada de que restringir a liberdade pode resultar em felicidade

O socialismo é uma doutrina política que está a serviço de projetos de poder e ditaduras pessoais.

Uma coisa podemos afirmar sobre o socialismo e socialistas, sem nenhum equívoco: eles se importam muito mais com a sua ideologia despótica, tirânica e totalitária, do que com seres humanos.

Não importa o nível colossal de destruição que a sua ideologia tenha provocado nos países onde foi implementada, os militantes continuam a insistir na suposta benevolência da doutrina satânica e ditatorial.

Mas por que socialistas são completamente incapazes de perceber o inenarrável nível de sofrimento e destruição causado por sua ideologia de estimação?

Para eles, o mais importante é provar para o mundo que a sua ideologia é a “correta”, e que ela pode vencer o capitalismo supostamente “opressor”, na ótica deles, libertando assim a humanidade. Acontece que o socialismo na prática é tão diferente da teoria, que isso sem dúvida nenhuma deixa os defensores do indefensável completamente atordoados, tendo que fazer uma verdadeira ginástica intelectual para defender a ideologia. Essa é uma das razões pela qual as expectativas de “sucesso” do socialismo ficam sempre postergadas para a experiência seguinte. Porque a experiência anterior — ou, no caso de países como Venezuela, a experiência presente — nunca é considerada representativa do “verdadeiro” socialismo; mas a próxima que virá, com certeza, será a consumação da utopia.

Como vivem em um mundinho infantil de ilusões teóricas rudimentares, irrelevantes e superficiais, militantes socialistas são completamente incapazes de compreender a realidade prática da sua doutrina de estimação assassina. Os socialistas chiques — conhecidos coletivamente como esquerda caviar —fazem tudo isso, claro, enquanto desfrutam de férias chiques na Flórida. Socialistas gostam de defender o socialismo, enquanto desfrutam de todos os confortos e facilidades proporcionados pelo mercado e pelo capitalismo.

A elite socialista

A verdade é que socialistas — em sua maioria — fazem parte de uma elite de luxo. Que deseja restringir ao máximo o acesso da população a todos os bens de consumo por eles usufruídos.

As regulações estatais sobre o mercado estão aí justamente para criar dificuldades para a atividade empreendedora e produtiva; afinal, uma vez que os bens tornam-se escassos em virtude das dificuldades burocráticas e legislativas impostas pelo governo autoritário para a produtividade do setor privado, o estado pode interferir prometendo facilidades, e promovendo a si próprio como “redentor” e “salvador”.

Como Harry Browne certa vez comentou, “O governo é bom em uma coisa. Ele sabe como quebrar as suas pernas apenas para depois lhe dar uma muleta e dizer: Veja, se não fosse pelo governo, você não seria capaz de andar”. Socialistas de maneira geral, são completamente incapazes de perceber que o estado cria dificuldades para depois vender as soluções.

Mas de onde vem tanta alienação? Como são asfixiados por um amontoado de teorias inúteis e descartáveis, militantes socialistas tornam-se obtusos para a realidade prática, tanto quanto para as deficiências e limitações da condição humana. O socialismo — para que pudesse efetivamente consumar a singela utopia defendida pelos igualitaristas —, teria que ser aplicado por pessoas perfeitas. Pessoas que, ao assumir posições de poder, não fossem consumidas por seus desejos e ambições egoístas de mais poder, riquezas e privilégios irrestritos e sem limites, como foi o caso de praticamente todos os líderes socialistas, que tornaram-se, ao menos a grande maioria, ditadores violentos e inescrupulosos, que subjugaram com brutalidade as sociedades que dominaram.

É neste ponto que nos deparamos com um paradoxo interessante. O socialismo — para funcionar de acordo com o que é apregoado na teoria marxista —, precisaria de seres humanos perfeitos para ser implementado com a suposta “eficácia” que a ideologia possui, ao menos de acordo com as convicções de seus defensores. Indivíduos que, ao assumir o poder, não se corromperiam, nem usariam os expedientes governamentais que teriam à sua disposição para arregimentar vasta fortuna pessoal; o que, diga-se de passagem, todos os líderes socialistas, de Fidel Castro a Hugo Chávez, fizeram. Teriam que ser indivíduos excepcionalmente íntegros, honestos e altruístas, do tipo que nenhum governo viu até hoje. Em resumo, teriam que ser seres humanos perfeitos.

Aí é que entra um paradoxo interessante. Seres humanos perfeitos não precisariam do socialismo. Na verdade — em decorrência dos princípios morais e éticos ostensivamente nobres que teriam —, seres humanos perfeitos rejeitariam veementemente o socialismo. Pois prefeririam adquirir o seu sustento com o suor do seu esforço e com a labuta do seu próprio trabalho honesto, do que depender da bondade, da benevolência e da caridade de terceiros. Como o socialismo invariavelmente envolve agressão contra ao menos um determinado grupo de pessoas, normalmente rotulados como “burguesia” pelos marxista-leninistas — pois seria necessário subtrair à força bens e recursos daqueles que tem mais, para dar aos que não tem —, este sistema despótico, cruel e inflexível, que institucionaliza o roubo, a violência e a expropriação, seria categoricamente repudiado por pessoas perfeitas.

Finalizando

Dito isso, a verdade é que uma doutrina tão nociva e degradante só consegue se perpetuar graças a ignorância dos seus proponentes. Eles realmente acreditam que restrições econômicas — na forma de medidas protecionistas para promover a indústria nacional — podem beneficiar alguém. Acreditam piamente na ilusão do burocrata benévolo, do político puro e sacrossanto, que jamais será corrompido, mas trabalhará em benefício da população. A fantasia de que um negócio pode dar certo socializando os meios de produção, sem ter um proprietário ou um líder no comando do empreendimento, faz das teorias marxistas uma das utopias políticas mais hilariantes já inventadas. É uma lástima que seja levada tão à serio. Como disse o economista espanhol Jesús Huerta de Soto, “o marxismo é a maior fraude intelectual na história do pensamento humano.”

Em função da alienação a que são submetidos os militantes socialistas tornam-se radicalmente obtusos para a realidade. Muitos fazem isso deliberadamente. Pois persistindo na fantasia, podem continuar vivendo no mundinho infantil de alienação inerente à doutrina marxista. A verdade, no entanto, é que a ignorância se combate com conhecimento. Cabe a nós, indivíduos que sabem o que o marxismo realmente é, continuarmos a expor a abominável e corrosiva falácia que essa doutrina representa.

O socialismo só gerou desgraça, destruição e miséria por onde passou. A enorme restrição às liberdades individuais — demasiadamente agressivas. Bem como a promoção irresoluta de estado e governo como solução para tudo, o que invariavelmente se transforma em totalitarismo político. São, em síntese, perniciosas e tirânicas ferramentas de escravidão.

O socialismo é uma doutrina política que está a serviço de projetos de poder e ditaduras pessoais. Nunca produziu absolutamente nada, a não ser violência, sofrimento, caos, brutalidade e milhões de mortos.

Por: Wagner Hertzog

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