Turquia pressiona França em favor do islã

Turquia pressiona França em favor do islã

"Recep Tayyip Erdogan - Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial Davos 2009" é licenciada por World Economic Forum CC BY-NC-SA 2.0

Tayyip Erdogan, líder da Turquia, defende boicote a produtos da França contra “agenda anti-islã”

O presidente da Turquia, Tayyip Erdogan defendeu que os turcos parassem de comprar produtos da França como reação ao que Erdogan classificou como “agenda anti-islã” encabeçada por Emmanuel Macron.

A reação de Erdogan vem na mesma linha de protestos que ocorrem em vários países muçulmanos contra o presidente francês. Assim, em Bangladesh, manifestantes levantaram cartazes com uma caricatura de Macron e as palavras: “Macron é o inimigo da paz“. Nesse mesmo contexto, o Paquistão convocou o embaixador da França em Islamabad para emitir um protesto.

Na Arábia Saudita, os apelos por um boicote à rede de supermercados francesa Carrefour foram tendência nas redes sociais.

Ademais, o líder turco foi além nas provocações e questionou a saúde mental de Emmanuel Macron: “Qual é o problema dessa pessoa chamada Macron com muçulmanos e islã? Macron precisa de tratamento em um nível mental“, disse Erdogan em um discurso no sábado.

Tudo isso é uma consequência da morte de um professor francês, alvo do extremismo islâmico por mostrar em sala de aula uma caricatura de Maomé. Samuel Paty, foi decapitado por um muçulmano de origem chechena. Deste modo, o crime provocou uma reação dos líderes franceses. Macron garantiu que redobraria os esforços para impedir que crenças islâmicas subvertessem os valores franceses.

Todavia, é possível afirmar que a reação da França seja demasiada tímida, além de excessivamente tardia. Some-se a isso o fato de que as armas usadas por Macron – o secularismo – se equivale a ir para a guerra usando um buquê de flores, enquanto seus inimigos estão bem armados e muito bem treinados.

Enfim, a França cada vez mais nas garras no islã.

Da Redação

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