Um processo de Impeachment vai melhorar a economia?

O índice de popularidade da presidente Dilma está lá embaixo. Proporcionalmente inverso, é alto o número dos que aprovam sua saída do governo. É muito provável que o baixo crescimento econômico influencie significativamente neste cenário favorável ao impeachment.

Assim, não acredito que o brasileiro, da noite para o dia tenha se dado conta que o governo petista é o mais corrupto da história e, portanto, deve ser impichado. Que agentes do governo praticaram atos ilícitos, o povo já sabia, porém, as conseqüências ainda não haviam chegado ao bolso. O calo não incomodava.  Agora é diferente.

O brasileiro que ver seu salário melhorar, quer ter suas contas pagas em dia, que ter seu emprego de volta, quer viajar, comprar o tablet recém lançado, quer vestir-se bem e comer bem. Se ele não pode fazer isso e foi Dilma Rousseff a responsável pela desgraça, que ela renuncie, seja afastada ou sofra um processo de impeachment.

A pergunta que faço e talvez, muita gente já tenha feito e mesmo respondido é: Um processo de impeachment vai melhorar a economia? Da minha parte, a resposta é sim. Caso Dilma saia do governo, a economia do país vai melhorar. Não estou afirmando que todos os problemas serão resolvidos, isso, apenas com uma reforma de grandes proporções que diminuam o tamanho do Estado, mas, sim, um impeachment de Dilma irá trazer melhoras a economia.

Por que então a oposição deve ajudar o governo? Leiam esse editorial da Folha.

Marcado para esta quinta-feira (30), o encontro da presidente Dilma Rousseff (PT) com os governadores de todos os Estados adquiriu importância ainda maior com a decisão tomada terça-feira (28) pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s.

A companhia norte-americana alterou a perspectiva da nota de crédito do Brasil para negativa, aumentando as chances de o país perder o grau de investimento. Apenas um andar abaixo está a categoria especulativa, em que, aos olhos dos credores, é alta a possibilidade de calotes.

Nem mesmo os oposicionistas mais aguerridos deveriam desejar essa cereja podre no bolo estragado que se tornou a economia no governo Dilma. Agências como a S&P ficaram desacreditadas depois de 2008, pois não anteviram a crise que se desenhava nos EUA, mas suas avaliações não deixaram de interessar a quem procura porto seguro para o próprio dinheiro.

A expectativa crescente de que o Brasil venha a perder o atestado de bom pagador já produz efeitos: investidores exigem juros cada vez maiores para compensar os riscos e o dólar bate recordes de alta.

Tanto pior, já se considera que outras duas companhias, a Moody’s e a Fitch, podem fazer análise semelhante à da S&P, rebaixando a nota brasileira até o fim do ano.

Combater esse cenário sombrio deveria ser um objetivo de todos os que se importam com o futuro nacional, mesmo que não deem a mínima para o destino de Dilma.

Voltamos

O editorial faz um apelo para que haja um grande consenso em prol da economia. Do trecho acima, destaco esse ponto: Nem mesmo os oposicionistas mais aguerridos deveriam desejar essa cereja podre no bolo estragado que se tornou a economia no governo Dilma”Quem raios na oposição está torcendo por esse rebaixamento? Quem, na oposição, está ansiosamente esperando por esta cereja podre?

Assim como eu sei, e toda a torcida do flamengo também sabe (expressão antiga, hein?!) e não acho que a Folha de São Paulo ignore, que uma economia aos frangalhos como a nossa não é boa para ninguém. Não há vencedores na miséria!

Destaco outro ponto:

“Combater esse cenário sombrio deveria ser um objetivo de todos os que se importam com o futuro nacional, mesmo que não deem a mínima para o destino de Dilma”.

É exatamente o que nós brasileiros estamos fazendo. É exatamente o que nós brasileiros estamos cobrando da oposição. Combater esse cenário sombrio, mas, para que a escuridão der lugar as luzes, é necessário que Dilma siga seu próprio destino. Quem sabe gerenciando lojas de R$1,99?

Se para o leitor desse texto ainda não está claro que o impeachment melhorará a economia, o próprio editorial da Folha fundamenta meu argumento. Escreve o jornal:

“Tudo se resume, no fundo, à instabilidade da relação entre o Executivo e o Legislativo, agravada pelos desdobramentos da Operação Lava Jato e traduzida no comportamento pernicioso do Congresso”.

A Lava-Jato não trava a economia. Porém, o que travou o ajuste fiscal foi a falta de diálogo entre Executo e Legislativo, por conta disso, o Ministro da Fazendo Joaquim Levy criticou o Congresso por falta de apoio ao ajuste fiscal e foi rebatido por Eduardo Cunha.

Joaquim Levy deveria era ter criticado Dilma Rousseff por não ter apoiado a candidatura de Eduardo Cunha a presidente da Câmara. Não a toa, de lá pra cá, o governo viu sua base aliada evaporar-se.

A crise é econômica e política e a solução é política. O PT deixando o governo ajudará e muito nessa recuperação econômica. Não será num passe de mágicas, mas, será um passo. Diferente do que tem feito Dilma, levando o país a tropeçar dia após dia.

 

Por Jakson Miranda

 

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